Zelensky diz que Putin já deu início à “Terceira Guerra Mundial”


Às vésperas de a guerra da Ucrânia completar quatro anos, o presidente do país, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta segunda-feira (23/2) que o líder russo, Vladimir Putin, já teria iniciado uma “Terceira Guerra Mundial”.

“Existem diferentes pontos de vista sobre a Terceira Guerra Mundial. Acredito que Putin já a iniciou. A questão é: quanto território ele conseguirá conquistar e como impedi-lo?”, disse Zelensky.

Segundo ele, a Ucrânia atua como uma barreira para evitar uma escalada global mais ampla do confronto iniciado em 2022.

O líder ucraniano sustentou que o objetivo de Moscou vai além da disputa territorial e envolve a tentativa de impor um modelo de mundo próprio.

“Não é apenas para impedir a Rússia de vencer, mas porque a Rússia quer impor seu próprio mundo e mudar a vida das pessoas de acordo com o que elas desejam e escolhem. Hoje, somos o posto avançado que detém Putin”, declarou.

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Nova rodada de negociações

  • As falas ocorrem diante da expectativa de Kiev sobre novas rodadas de negociações para um possível acordo de resolução do conflito, ainda esta semana, possivelmente em Genebra.
  • De acordo com o chefe de gabinete ucraniano, Kirill Budanov, as conversas com negociadores russos ocorrem com “moderação, cortesia e profissionalismo”, embora as posições permaneçam fundamentalmente divergentes.
  • Rodadas trilaterais envolvendo Ucrânia, Rússia e Estados Unidos já foram realizadas nos dias 17 e 18 de fevereiro, em Genebra, em encontros descritos como difíceis, porém objetivos.
  • Apesar de progressos pontuais nas áreas militar e humanitária, a questão territorial segue como principal entrave para um cessar-fogo duradouro.

O clima diplomático se intensifica à medida que o conflito perdura. Zelensky tem adotado um tom mais direto nas últimas semanas, rejeitando argumentos históricos apresentados por Moscou e defendendo que as tratativas se concentrem em soluções concretas para encerrar a guerra.

“Eu não preciso de merdas históricas para acabar com esta guerra e partir para a diplomacia. Isso é apenas uma tática para ganhar tempo”, afirmou recentemente.

O presidente também reiterou que a Ucrânia aceita compromissos, mas não ultimatos que afetem sua soberania. Segundo ele, mesmo com cerca de 20% do território ocupado, Kiev já demonstra flexibilidade ao se dispor a discutir a paz nas atuais condições do campo de batalha.



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