Alagoas caminha na contramão do desenvolvimento sanitário do país e registra sucessivas quedas no acesso ao esgotamento adequado. Segundo a PNAD Contínua, divulgada hoje (17) pelo IBGE, apenas 37,2% dos domicílios no estado contavam com rede geral ou fossa séptica ligada à rede em 2025, o que mantém a unidade federativa entre as seis piores…
Alagoas caminha na contramão do desenvolvimento sanitário do país e registra sucessivas quedas no acesso ao esgotamento adequado. Segundo a PNAD Contínua, divulgada hoje (17) pelo IBGE, apenas 37,2% dos domicílios no estado contavam com rede geral ou fossa séptica ligada à rede em 2025, o que mantém a unidade federativa entre as seis piores do Brasil no ranking de saneamento.
Enquanto o Brasil e o Nordeste ampliaram sua cobertura no último biênio, o estado alagoano viu seu índice regredir de 44,0% em 2023 para os atuais 37,2%. De acordo com o pesquisador William Araújo Kratochwill, a redução pode estar ligada ao crescimento habitacional acelerado em áreas sem infraestrutura.
“Nesse cenário, a expansão habitacional ocorre em ritmo mais acelerado que a estrutura, o que contribui para a redução do indicador”, observa o especialista.
A precariedade atinge proporções críticas: cerca de 38,9% das residências alagoanas — o equivalente a 441 mil domicílios – adotavam ‘outro tipo’ de escoadouro, que inclui fossa rudimentar, vala, rio, lago ou mar, além de outras formas precárias.
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Mesmo na capital, o cenário preocupa, com o acesso adequado despencando de 61,0% para 48,1% no mesmo período.
Em contraste, o estado registrou o terceiro maior avanço do país na coleta de lixo desde 2016, embora a queima de resíduos ainda persista em 47,1% das áreas rurais.
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