A cidade de Arapiraca acompanhou, nesta terça-feira (28), a missa de sétimo dia da jovem Evilly Vitória, de 17 anos, que morreu após apresentar um quadro grave de saúde inicialmente associado à suspeita de dengue hemorrágica. A cerimônia ocorre na Paróquia Sagrado Coração de Jesus e reúne familiares, amigos e pessoas próximas, marcando um momento de despedida e comoção.
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Além das homenagens, o clima também é de questionamentos. A família da adolescente busca entender o que realmente causou a morte. Amigos e parentes comparecem à celebração usando camisetas com imagens da jovem, em uma demonstração de saudade e solidariedade.
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De acordo com a mãe da adolescente, Jennifer Rocha, os primeiros sintomas surgiram no dia 3 de abril, com febre, dor de cabeça e vômitos. Três dias depois, Evely foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Noel Macedo, onde recebeu medicação e retornou para casa sem diagnóstico conclusivo.
Sem melhora, a jovem voltou à unidade no dia 17 de abril. Mesmo após novos atendimentos e exames, a família afirma que não recebeu informações claras sobre o quadro clínico. Dois dias depois, em nova ida à UPA, foi realizado um hemograma que apontou alterações.
Segundo o relato da mãe, somente nesse momento houve a suspeita de dengue hemorrágica. Evilly foi encaminhada em estado grave ao Hospital de Emergência do Agreste, onde ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O quadro evoluiu rapidamente, com necessidade de intubação e episódios de parada cardíaca. A adolescente morreu no dia 22 de abril.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que o caso permanece sob investigação. Um exame PCR teve resultado negativo para dengue, sendo necessário aguardar o resultado de teste sorológico, previsto para até 10 dias. Ainda segundo o órgão, exames indicaram plaquetopenia, condição caracterizada pela redução de plaquetas no sangue e aumento do risco de sangramentos.
Já a Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca afirmou que, até o momento, não há confirmação de que a morte tenha sido causada por dengue hemorrágica. Exames laboratoriais realizados não identificaram infecção aguda por dengue, e o caso segue em análise epidemiológica.
Evely era estudante do terceiro ano do ensino médio da Escola Estadual Padre Jefferson Carvalho e planejava ingressar no curso de Direito, com o objetivo de se tornar advogada criminalista. O falecimento precoce interrompeu planos e deixou familiares e amigos em luto.
Diante da ausência de um diagnóstico conclusivo, a família cobra esclarecimentos das autoridades de saúde. A principal dúvida gira em torno da condução do atendimento médico, já que a adolescente procurou assistência três vezes antes do agravamento do quadro.
Enquanto aguardam os resultados finais dos exames, permanece a expectativa por respostas que esclareçam a causa da morte e eventuais falhas no atendimento.



