O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) oficializou nesta terça-feira (5/5), via redes sociais, o apoio ao presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado, como pré-candidato do PL ao Senado pelo estado. No post, ele elencou várias justificativas. “Mas, afinal, por que Eduardo apoia André do Prado, mesmo ele não sendo um nome tradicional da militância mais ideológica de direita?”, introduziu na legenda.
Na lista, ele cita, por exemplo, que André tem 32 anos de vida pública. A “ficha limpa” também entrou na gama de argumentos: “Nunca se envolveu em escândalos de corrupção e não responde a processos no STF ou em outros tribunais”, disse Eduardo, investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A indicação na disputa dependia do “filho 03” de Jair Bolsonaro, já que ele era tido como o “dono da vaga” ao Senado pelo partido. O ex-deputado, no entanto, teve mandato declarado vago pela Câmara por acúmulo de faltas e ser alvo de processo no STF por coação ao Judiciário brasileiro devido à atuação nos EUA.
No vídeo de anúncio em relação às eleições deste ano, Eduardo também confirmou que será o primeiro suplente de André, apesar de atualmente morar nos Estados Unidos.
“Nós sabemos da minha condição atual, gostaria muito de estar ao Brasil, mas no nosso projeto atual, o André do Prado se encaixa perfeitamente. Vai ser a união de várias forças para bem nos representar, principalmente nas pautas que são inegociáveis para nós, que vocês bem sabem que é a liberdade”, escreveu.
Na publicação desta terça, o filho de Jair Bolsonaro ainda disse que André é um “nome com projeção futura, inclusive com forte potencial para disputar o governo de SP futuramente”. Sem deixar de mencionar que o pré-candidato está comprometido a “votar de forma convergente” com os bolsonaristas em “temas sensíveis”.
Eduardo acrescentou no texto agradecimentos aos outros nomes cotados para a vaga: “Agradeço aos meus amigos Mario Frias, Gil Diniz e Sonaira Fernandes, bem como Marco Feliciano, Cel. Mello Araújo e Rosana Vale, que também seriam excelentes opções para a vaga, mas sabem que na construção de um novo país todos precisamos jogar juntos visando o melhor para o Brasil.”
No conteúdo, André defendeu a anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelos atos golpistas do 8 de janeiro. “Nós assumimos várias pautas aqui com o Eduardo; uma delas, a anistia geral, para que o nosso presidente Bolsonaro possa ficar em liberdade, porque isso é o justo, não podemos condenar um presidente que fez tanto pelo Brasil e injustamente hoje está preso”, falou.
Anteriormente, nesta manhã, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já havia anunciado a decisão e o fechamento da chapa para as eleições deste ano.
Além de André, a aliança da direita será composta por Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República; e Tarcísio de Freitas, que concorrerá à reeleição ao governo de São Paulo, com Felício Ramuth (MDB) na vice. Também integra a chapa Guilherme Derrite (PP), o outro pré-candidato ao Senado.




