Belo Horizonte – Apesar das lideranças do Partido dos Trabalhadores de Minas seguirem se declarando confiantes no aceite do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em liderar a chapa a ser apoiada pelo partido no estado, filiados de diferentes alas se mostram desanimados e já começam a buscar seriamente alternativas para a disputa ao governo de Minas em 2026.
A articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para que o seu antecessor seja indicado para a vaga do ministro do Tribunal de Contas de União (TCU), Bruno Dantas, desanimou até figuras que outrora se mostravam mais confiantes com o senador na corrida eleitoral mineira. Uma fonte chegou a afirmar que as negociações seguem, mas que tem “esperança duvidando”.
Entre os descrentes, existem alas que defendem o nome do ex-presidente da Federação das Industrias de São Paulo (Fiesp) e filho do ex-vice-presidente José Alencar, Josué Gomes (PSB-MG). Outros dois nomes são do ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior (PSB-MG) e mesmo do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT).
Solução caseira também entra no cardápio
Parte dos petistas em MG acredita que, com a possível desistência de Pacheco, o partido deve buscar uma candidatura própria, já que acreditam que nem Gomes, nem Soares Júnior são nomes muito conhecidos pelo eleitorado. Um dos nomes citados como possível alternativa interna é o do ex-deputado estadual André Quintão, que deixou a Secretaria Nacional de Assistência Social, com o intuito de retornar à Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Na noite dessa segunda-feira (11/5), os deputados federais Rogério Correia e Reginaldo Lopes, que é líder da legenda na Câmara dos Deputados; a secretária Nacional de Planejamento e Finanças do partido, Gleide Andrade; e a deputada estadual e presidente do PT em Minas, Leninha, realizaram uma reunião interna.
Correia afirmou que o grupo aguarda a decisão do pessebista e destacou que todos estão otimistas. Ele ainda disse ter trocado algumas mensagens de apoio com o nome preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que é quem vai tomar a decisão final sobre a disputa.
Entretanto, pessoas ligadas a lideranças da sigla, veem a demora do senador em tomar uma decisão e a busca por outros caminhos a serem trilhados como um sinal de desinteresse. Antes de ser cotado para o TCU, Pacheco foi o candidato que Alcolumbre gostaria que Lula indicasse ao Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente escolheu pelo ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, que foi rejeitado pelo Senado.
Pacheco não se manifestou publicamente sobre o assunto.



