Manisfestantes cobram a retomada do abastecimento de água na comunidade
Cerca de 100 moradores do bairro do Jacintinho realizam um protesto pacífico em Maceió, no fim da tarde desta quinta-feira (21), para exigir que a BRK Ambiental restabeleça o fornecimento de água na região. A comunidade sofre com o desabastecimento total há mais de uma semana, mas enfrenta um cenário crônico há mais de um…
Cerca de 100 moradores do bairro do Jacintinho realizam um protesto pacífico em Maceió, no fim da tarde desta quinta-feira (21), para exigir que a BRK Ambiental restabeleça o fornecimento de água na região. A comunidade sofre com o desabastecimento total há mais de uma semana, mas enfrenta um cenário crônico há mais de um mês, com torneiras secas de três a quatro dias por semana ou abastecimento apenas pela madrugada.
Por volta das 17h, manifestantes bloquearam os dois lados da pista principal com entulhos, colchões, pneus e pedaços de madeira, mas adotaram uma postura consciente: decidiram não atear fogo em pneus ou entulhos para evitar que a fumaça prejudicasse os pacientes internados no Hospital da Criança e na UPA do bairro.
Apesar do forte apelo, o bloqueio total durou pouco tempo, já que a Polícia Militar chegou ao local e obrigou a liberação parcial de uma das faixas de rolamento.
Idosos com baldes na cabeça
O esgotamento físico e mental dos moradores dita o tom da mobilização, que não tem hora para acabar. Quem vive na região relata que a rotina se transformou em um verdadeiro teste de sobrevivência.
“Tem idosos carregando baldes pra lá e pra cá”, desabafa um morador. “Crianças… É um absurdo”, disse uma moradora ao Alagoas24Horas.
O sentimento de revolta aumentou após a chegada das forças de segurança, que limitaram o alcance do manifesto popular. “Nem protestar direito estamos podendo por aqui!”, lamenta a liderança.
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Os manifestantes permitiam apenas a passagem de veículos de emergência, como ambulâncias, antes de a polícia intervir na desobstrução da via.
Manutenções constantes e contas de mais de R$ 300
A comunidade afirma que já tentou resolver o problema diretamente com a BRK Ambiental por meio de ligações e mensagens várias vezes. Contudo, a concessionária repete sempre as mesmas justificativas.
Segundo o relato dos moradores, a empresa informou anteriormente que a interrupção ocorreu por “manutenção da rede” e, nesta semana, alegou que realizava uma “limpeza” no sistema.
Para o bolso do consumidor, o prejuízo é real e imediato. Na casa de um dos entrevistados, a fatura mensal mantém a média de R$ 150 a R$ 200, em outros locais a fatura ultrapassa os R$ 300, cobrando por um serviço essencial que não chega às torneiras. “Porem é sempre a mesma história e a conta continua chegando alta”, contesta a moradora.
Sem previsão de liberação
Os manifestantes afirmam que só vão liberar totalmente o fluxo de veículos “quando religarem a água”. Diante do impasse com a BRK, o grupo buscou o apoio dos meios de comunicação para expor a crise de saneamento em Alagoas.
Apesar do transtorno, o trânsito na região está relativamente tranquilo, devido a divulgação do ato e possível escolha de outros trajetos pelos motoristas.
A reportagem do Alagoas24Horas entrou em contato com a assessoria da concessionária e aguarda posicionamento.
Como agir em casos de falta de água prolongada
A interrupção de um serviço essencial sem aviso prévio e de forma prolongada fere o Código de Defesa do Consumidor (CDC).
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Evite o pagamento por estimativa: Se você ficou dias sem água, o hidrômetro não registrou consumo. Se a sua conta mantiver a média alta ou vier com cobrança abusiva, você tem o direito de exigir a revisão do faturamento com base nos dias reais de abastecimento.
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O poder dos protocolos: Anote o dia, a hora e o número de protocolo de todas as reclamações feitas à BRK. Esses dados servem como prova jurídica em ações de reparação por danos morais e materiais.
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Vias administrativas e judiciais: Caso a concessionária não dê um prazo de retorno, formalize a queixa na agência reguladora de saneamento do estado ou acione o Procon Alagoas. Em situações extremas, mutirões de moradores podem ingressar com ações coletivas no Juizado Especial Cível.
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