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Flávio Bolsonaro assinou só dois dos cinco pedidos de CPIs do Master


O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assinou somente dois dos cinco pedidos para a instalação de comissões de inquérito do Banco Master que tramitam no Congresso Nacional. Em pronunciamento na tribuna nessa quinta-feira (21/5), o parlamentar disse “desafiar” a esquerda a apoiar as investigações e afirmou que assinou “todas” as solicitações.

“Eu tenho um desafio a fazer: quero Daniel Vorcaro e Augusto Lima sentados na CPMI, falando qual relação que eles tinham com Flávio Bolsonaro, qual relação eles tinham com Lula, qual relação eles tinham com Alexandre de Moraes. Eu não tenho nada a temer e estou aqui desafiando a esquerda brasileira”, disse.

Ele prosseguiu: “Vocês tem medo dessa CPMI, nenhum de vocês assinou, eu assinei todas”..

O apoio à instalação de uma CPI tem sido uma das estratégias do filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para tentar superar a crise causada pelas notícias sobre a relação entre o filho mais velho do ex-presidente e Daniel Vorcaro, envolvendo repasses de R$ 61 milhões o filme “Dark Horse”, procução cinebiográfica sobre o ex-chefe do Executivo.

Porém, as chances de uma instalação são mínimas. Na sessão do Congresso de quinta-feira, o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) voltou a barrar a leitura dos requerimentos apesar de cobranças da oposição e de governistas.

Dos cinco pedidos por uma comissão parlamentar mista de inquérito sobre o Master, Flávio assinou a primeira, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e a última, do senador Carlos Viana (PSD-MG). O pré-candidato não assinou o pedido de CPI protocolado pelo aliado Eduardo Girão (Novo-CE) que tramita no Senado desde novembro de 2025.

Além desse, Flávio Bolsonaro também não assinou os outros dois requerimentos apresentados pela deputada federal Heloisa Helena (Rede-RJ) e pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), ambos  integrantes da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), grupo a quem Fávio dirigiu o “desafio” de apoiar a CPMI.



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