Em relatório setorial divulgado no final da semana passada, o BB Investimentos chegou a recomendar ‘compra’ para as ações de PRIO (PRIO3), mas sem pontuar preço-alvo e sem avaliar os resultados do quarto trimestre de 2024.
Em contrapartida, o banco tem recomendação de ‘compra’ para os papéis da Petrobras, com preço-alvo a R$ 42,00. Segundo o analista Daniel Cobucci, os números do 4T23 da Petrobras ficaram ligeiramente abaixo das expectativas de mercado, mas as ações desabaram desde o que dividendos extraordinários não foram anunciados, como esperava o mercado.
“No ano, a companhia entregou um Ebitda 23% menor a/a, dada a queda nos preços de petróleo e câmbio, em linha com pares globais. Seguimos vendo boas perspectivas de crescimento da produção, com custos de extração reduzidos, o que deve seguir produzindo boa geração de caixa e dividendos”, escreve Cobucci.
Para Vinicius Moura, economista e sócio da Matriz Capital, as “junior oils” podem se beneficiar da questão do não pagamento de dividendos extraordinários por diferentes motivos. Em um primeiro momento, diz ele, a migração de investidores em busca de alternativas com potencial de dividendos mais atrativos ou menor percepção de risco político pode aumentar o capital disponível para essas empresas.
“Além disso, se a Petrobras reduzir seu ritmo de investimentos ou exploração, pode haver oportunidades de mercado para essas companhias. Empresas como a Enauta (ENAT3) e a 3R Petroleum (RRRP3) podem se posicionar para aproveitar essas oportunidades, dependendo de sua capacidade de operação e estratégia de crescimento”, avalia.
“Empresas como 3R Petroleum, PRIO e PetroReconcavo (RECV3) podem estar entre as que devem se beneficiar no momento com a questão da Petrobras. Contudo, é importante que o investidor avalie, pois, mesmo sendo ‘junior oils’, elas possuem números distintos, e uma boa análise entre elas pode ser um grande diferencial”, finaliza Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos.




