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Lula: “Não podemos aceitar o tratamento que os EUA deu ao Brasil”


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comanda nesta quarta-feira (3/6) a segunda reunião ministerial do ano em meio à preparação para a campanha de reeleição e as ameaças de novas tarifas pelo governo dos Estados Unidos (EUA), de Donald Trump. Na abertura da reunião, o petista criticou as medidas recentes da gestão Trump contra o Brasil e afirmou que o país não pode ser tratado como “republiqueta”.

“Não podemos aceitar o tratamento que os EUA deu ao Brasil nesta semana”, frisou o presidente.

Este será o primeiro encontro com a nova equipe ministerial após a saída de auxiliares para concorrer às eleições. Entre os pontos que devem ser discutidos estão as entregas das pastas, alinhamento político e estratégias de comunicação do governo antes do início do período de restrições eleitorais.

Acompanhe:

As recentes tensões diplomáticas e comerciais com a gestão de Donald Trump também devem entrar na pauta. Investigações baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana propuseram a imposição de sobretaxas nos valores de 25% e 12,5% relacionadas a práticas comerciais supostamente desleais adotadas pelo Brasil.

Além disso, na última semana, a Casa Branca anunciou que passará a classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida entra em vigor nesta sexta (5/6).

O governo brasileiro questiona as decisões de Washington e atribui as ações à atuação da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As medidas foram anunciadas logo após o encontro do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com o presidente norte-americano, Donald Trump.

Entregas

Segundo auxiliares, Lula também deve cobrar detalhes sobre ações dos ministérios antes do chamado defeso eleitoral — o período entre julho e outubro em que a legislação proíbe inaugurações, publicidades e anúncios de obras, pronunciamentos e transferências de recursos.

O petista também tem demonstrado preocupação em como as iniciativas do Planalto têm sido percebidas pela população e com o ritmo de entregas até julho. Na última sexta (29/5), Lula fez menção às restrições e disse que o governo está “muito em cima” para cumprir as regras.



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