FINANCIANDO AÇÕES ILÍCITAS
Investigação indica que influenciador ostentava luxo nas redes sociais sem comprovação de renda formal
A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) afirmou, durante coletiva realizada nesta quarta-feira (3), que o influenciador digital Patrick Almeida, conhecido como ‘PTK’, apresentava um padrão de vida considerado incompatível com a renda formal identificada até o momento pelas investigações.
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Preso durante a Operação Morro do Alemão, que apura a atuação do Comando Vermelho (CV) em Alagoas e no Rio de Janeiro, o investigado também é apontado pela Polícia Civil (PC) como possível peça em um suposto plano da facção para ampliar sua influência por meio da inserção de representantes no cenário político.
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Segundo os delegados responsáveis pelo caso, a análise financeira do influenciador se tornou um dos eixos centrais da investigação. “Não foram localizadas declarações de renda compatíveis com o volume de bens, movimentações e estilo de vida exibido publicamente pelo investigado”, informou o delegado Gustavo Henrique.
Durante a coletiva, os investigadores destacaram ainda que PTK ostentava nas redes sociais uma rotina de luxo, com presença de bens de alto valor e atividades empresariais, o que chamou atenção das equipes responsáveis pela apuração.
Dinheiro em espécie, joias e celulares de alto valor
Durante o cumprimento dos mandados judiciais da operação, foram apreendidos R$ 20 mil em espécie, dois celulares de alto padrão — incluindo modelos iPhone 17 Pro Max e iPhone 15 Pro Max —, além de dois anéis de ouro e um dispositivo de armazenamento de dados.
Todo o material será submetido à perícia e análise técnica para auxiliar no aprofundamento das investigações.
A polícia também informou que serão analisadas atividades empresariais atribuídas ao influenciador, como comércio de roupas e venda de aparelhos celulares. A suspeita é de que parte dessas atividades possa ter sido utilizada para movimentações financeiras ainda sob apuração.




