A Justiça Federal decidiu, nesta segunda-feira (8/6), que Ruben Dario da Silva Villar, conhecido como “Côlombia”, será julgado pelo júri popular no caso dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, ocorridos em 2022 no Vale do Javari, no Amazonas.
Ele irá responder por dois homicídios qualificados, com circunstâncias agravantes que podem aumentar a pena.
A decisão foi tomada pela juíza Cristina Lazzari Souza, da Subseção Judiciária de Tabatinga (AM), que acatou o pedido do Ministério Público Federal (MPF), que apurou que “Colômbia” financiava um grupo de pesca ilegal na Amazônia e teria sido o mandante dos assassinatos.
A magistrada determinou ainda que o MPF se manifeste sobre o pedido da defesa do acusado para a imposição de medidas cautelares diversas da prisão. Atualmente, ele cumpre prisão preventiva.
Além de Colômbia, também são acusados de envolvimento nos assassinatos o pescado Amarildo da Costa Oliveira, que confessou o crime, Jefferson da Silva Lima, o “Pelado”, Jânio Freitas de Souza, apontado como braço direito do Colômbia, e Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como “Dos Santos”.

Dom Phillips e Bruno Pereira
Reprodução

Bruno e Dom foram interceptados em rio e executados
Material cedido ao Metrópoles

Em 16 de junho, os corpos de Dom e Bruno chegaram a Brasília para realização de perícia e confirmação de identidade
Igo Estrela/Metrópoles
O caso
Bruno Pereira e Dom Phillips foram vistos pela última vez em 5 de junho de 2022, na região do Vale do Javari. As buscas mobilizaram autoridades brasileiras, indígenas, populações locais e imprensa.
Os corpos foram achado próximos ao Rio Ituí, em 15 de junho. Segundo a perícia da Polícia Federal, Bruno foi baleado duas vezes no tórax e uma na cabeça, e Dom levou um tiro no tórax. As autoridades encontraram os cadáveres de Bruno e Dom após o pescador Amarildo da Costa Oliveira, confessar envolvimento nos assassinatos e indicar a localização.
Segundo a denúncia do MPF, o crime teria sido motivado pelas atividades de fiscalização que Bruno realizava na região. Pouco antes dos assassinatos, o indigenista havia coordenado uma grande apreensão de pescados e animais ilegais pertencentes ao grupo criminoso.
Os assassinatos teriam ocorrido em uma emboscada armada. De acordo com as investigações, Colômbia atuou de perto na coordenação dos executores na véspera do crime, fornecendo a embarcação, o combustível, a alimentação e a munição utilizada nos disparos.



