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Sul-americanos têm domínio expressivo contra europeus em finais de Copa


Retrospecto é amplamente favorável à América do Sul, que levou a melhor em oito dessas decisões

Argentina foi campeã em 2022. Divulgação/Fifa

O reencontro entre América do Sul e Europa na decisão da Copa do Mundo de 2026 – com Argentina e Espanha brigando pelo título no domingo, às 16 horas (Brasília), em Nova Jersey – traz à tona uma grande desigualdade no confronto direto entre os continentes em finais do torneio. Os sul-americanos ostentam um domínio marcante quando enfrentam os rivais do Velho Continente no jogo decisivo da competição.

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Até hoje, foram disputadas 11 finais de Copa do Mundo entre seleções sul-americanas e europeias. O retrospecto é amplamente favorável à América do Sul, que levou a melhor em oito dessas decisões, deixando a Europa com apenas três conquistas nos confrontos diretos.

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O primeiro encontro ocorreu somente na sexta edição do torneio, em 1958, com a vitória do Brasil, liderado pelo jovem Pelé, diante da Suécia. Aliás, os cinco títulos brasileiros no Mundial vieram em finais contra rivais da Europa.

Em busca do segundo título seguido, a Argentina decidiu a Copa do Mundo contra europeus em cinco oportunidades. Venceu em 1978, 1986 e 2022 contra, respectivamente, Holanda, Alemanha e França, mas foi derrotada em 1990 e 2014 pelos alemães. Já a Espanha faturou o seu único título em uma decisão caseira, contra os holandeses, em 2010, e nunca esteve em uma final do torneio diante de um sul-americano.

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Confira todas as decisões entre América do Sul e Europa na Copa do Mundo:

1958: Brasil 5 x 2 Suécia

1962: Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia

1970: Brasil 4 x 1 Itália

1978: Argentina 3 x 1 Holanda

1986: Argentina 3 x 2 Alemanha

1990: Alemanha 1 x 0 Argentina

1994: Brasil 0 (3) x (2) 0 Itália

1998: França 3 x 0 Brasil

2002: Brasil 2 x 0 Alemanha

2014: Alemanha 1 x 0 Argentina

2022: Argentina 3 (4) x (2) 3 França

Vantagem para a Europa

Apesar do ótimo aproveitamento sul-americano nas finais, a contagem geral de troféus da Copa pende para o outro lado. A Europa lidera o ranking histórico com 12 títulos, contra 10 da América do Sul. Essa vantagem foi construída nas edições mais recentes, período de domínio europeu com quatro conquistas: Itália (2006), Espanha (2010), Alemanha (2014) e França (2018). No século 21, os sul-americanos ergueram a taça apenas em duas ocasiões, com o Brasil em 2002 e a Argentina em 2022.

A decisão de 2026 também redesenhará o quadro de campeões. Caso vença, a Argentina garantirá o tetracampeonato mundial, chegando ao patamar de Alemanha e Itália na segunda posição do ranking de conquistas, atrás apenas do Brasil, que soma cinco. Se a Espanha triunfar, alcançará o seu segundo título (repetindo o feito de 2010) e se igualará a Uruguai e França na galeria dos bicampeões.

A força do ‘fator casa’ no continente americano

Outro elemento de peso histórico que joga a favor dos sul-americanos é o retrospecto em Copas disputadas nas Américas. Ao todo, foram realizadas oito edições do torneio no continente americano e, em sete delas, uma seleção da América do Sul não apenas chegou à final, mas também ficou com o título.

Essa dinastia só foi rompida em 2014, no Mundial organizado pelo Brasil, quando a Alemanha sagrou-se campeã ao vencer a Argentina na decisão. Na atual edição sediada na América do Norte, no entanto, o caminho foi árduo para o futebol sul-americano: a Argentina foi a única representante do continente a conseguir avançar até as quartas de final antes de pavimentar seu caminho rumo à grande decisão.

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Fonte: Gazetaweb