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Gato queimado intencionalmente em churrasqueira morre após 28 dias e gera protestos


Segundo os tutores, o animal foi atraído por um grupo de pessoas e colocado dentro de uma churrasqueira improvisada

Gato queimado intencionalmente em churrasqueira morre após 28 dias e gera protestos. Foto: Reprodução/Instagram

O gato Loki, de apenas oito meses, morreu na última quarta-feira (22) em Petrópolis (RJ), após 28 dias internado em decorrência de graves queimaduras. Segundo os tutores, o animal foi atraído por um grupo de pessoas e colocado dentro de uma churrasqueira improvisada na comunidade do Gulf. O caso é investigado pela 105ª Delegacia de Polícia.

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De acordo com a família, Loki nunca havia tido acesso à rua desde que nasceu. Na noite de 22 para 23 de junho, porém, ele acabou fugindo de casa. A suspeita é de que o gato tenha sido atraído por um grupo que fazia um churrasco e, em seguida, colocado dentro de um latão utilizado como churrasqueira. Mais de 20 horas depois, Loki retornou sozinho para casa, já com o corpo gravemente queimado. Ele foi socorrido e permaneceu internado por 28 dias, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo o Diário de Petrópolis, nos últimos dias seu estado de saúde se agravou em decorrência de uma sepse.

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Os tutores conseguiram acesso a imagens de câmeras de segurança da região que, segundo eles, mostram a interação de suspeitos com o gato antes do ocorrido. O material foi entregue à Polícia Civil, que investiga o caso.

“Não ficará impune”: Polícia Civil investiga o caso

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“A 105ª DP de Petrópolis informa que tomou conhecimento na data de hoje (23) do falecimento do gato Loki, que foi vítima de maus-tratos com requintes de crueldade recentemente na comunidade do Gulf. Desde o momento em que os fatos chegaram ao conhecimento da unidade policial, providências investigativas vêm sendo adotadas para esclarecer todas as circunstâncias do caso, identificar os responsáveis e promover a responsabilização criminal. Nenhum detalhe pode agora ser divulgado.

A Polícia Civil reforça que crimes de maus-tratos contra animais são tratados com absoluto rigor. A morte do animal não ficará impune, e a investigação seguirá até o completo esclarecimento dos fatos. A 105ª DP reafirma seu compromisso com a defesa da lei e solicita que qualquer pessoa que possua informações relevantes procure a unidade policial ou utilize os canais oficiais de denúncia.”

Moradores fazem manifestação para cobrar justiça

O caso provocou grande comoção e gerou uma onda de indignação nas redes sociais. Protetores de animais e moradores cobram uma investigação rigorosa da Polícia Civil para identificar e responsabilizar os envolvidos. Neste sábado (25), às 11h, defensores dos animais realizaram uma manifestação na Praça da Liberdade, em Petrópolis, para pedir justiça pela morte de Loki e chamar a atenção para o combate aos maus-tratos contra animais.

O protetor de animais voluntário Felipe Mendes destacou a importância da ampla divulgação do caso. “É o tipo de trabalho que não é só um ato pelo Loki, é um ato por todos os gatos e cachorros ali da região. Então a investigação seria boa para os tutores dos animais em volta também ficarem mais ligados com isso”.

Maus-tratos a animais é crime

Petrópolis conta com uma série de leis municipais voltadas à proteção dos animais e à punição de responsáveis por maus-tratos, como a Lei Municipal nº 8.258/2022, que estabelece multas e sanções administrativas, e a Lei nº 8.267/2022, que determina que o agressor arque com todas as despesas veterinárias do animal.

Em âmbito nacional, a Lei Federal nº 14.064/2020 alterou a Lei de Crimes Ambientais e endureceu as punições para casos de maus-tratos contra cães e gatos. A pena passou de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda do animal. Dependendo das circunstâncias, a condenação pode ser cumprida em regime fechado.

O caso de Loki segue em investigação pela 105ª DP. Qualquer informação relevante pode ser repassada à unidade policial ou pelos canais oficiais de denúncia.



Fonte: Gazetaweb