Bombeiros chegam na área onde helicóptero caiu na mata perto da Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio — Foto: Divulgação
Pelo menos 4 pessoas morreram em uma queda de helicóptero na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (8). As vítimas são 3 turistas colombianas da mesma família e o piloto. Não houve sobreviventes. O Corpo de Bombeiros do RJ foi acionado às 11h11 para atender a…
Pelo menos 4 pessoas morreram em uma queda de helicóptero na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (8). As vítimas são 3 turistas colombianas da mesma família e o piloto. Não houve sobreviventes.
O Corpo de Bombeiros do RJ foi acionado às 11h11 para atender a ocorrência. Destroços da aeronave, o Robinson R44 prefixo PP-MFS, da empresa Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos (VRP), foram localizados pela equipe do Grupamento de Operações Aéreas.
O ponto da queda fica em uma área de mata íngreme e de difícil acesso. As vítimas eram avó, mãe e filha.
- Alessandro Rocha, piloto;
- Rocio Cubillos, turista colombiana;
- Sofia Murillo, turista colombiana;
- Wendy Manrique, turista colombiana.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/Q/l/NM3tJ7QNSA1nuArBpaSw/whatsapp-image-2026-08-08-at-13.10.47.jpeg)
Bombeiros trabalham para chegar até a área onde caiu um helicóptero perto da Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio. — Foto: DivulgaçãoFamiliares aguardavam no hangar
As três turistas colombianas que morreram na queda do helicóptero faziam a primeira viagem ao Brasil. Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17, eram avó, filha e neta.
Elas chegaram ao Rio na segunda-feira e permaneceriam no país até terça-feira. Durante a viagem, fizeram passeios pela cidade e também estiveram em Búzios, na Região dos Lagos.
As três estavam no Rio com outros parentes: Victor Manrique, filho de Rocio, a esposa dele Daniela Castañeda, e a filha do casal de 15 anos.
Segundo familiares, o grupo contratou o passeio de helicóptero após uma pesquisa nas redes sociais. Depois do acidente, Victor, Daniela e a filha que também participariam do passeio ficaram no hangar aguardando informações.
Eles ouviram um funcionário mencionar que teria ocorrido um “pouso forçado” e cobraram explicações, mas, segundo o relato, ninguém informava o que havia acontecido. Ainda no hangar, os familiares acabaram descobrindo a dimensão do acidente por meio de sites de notícias.
A viagem da família era uma comemoração pelo aniversário de 15 anos de Laura.
Ocupantes carbonizados
O helicóptero explodiu ao cair na encosta, e chamas se alastraram pela mata. Militares especializados em combate a incêndios florestais foram mobilizados e conseguiram controlar o fogo.
Os 4 ocupantes morreram carbonizados.
A operação mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e 4 unidades operacionais.
“A maior dificuldade das equipes no momento é o acesso, tanto para entrar no local quanto para sair. A aeronave caiu em uma região de mata muito íngreme, com áreas de precipício, onde só é possível trabalhar com técnicas de corda e equipamentos de segurança”, explicou o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros.
“Quando chegamos, além do helicóptero, havia também um incêndio provocado pela explosão do combustível da aeronave. Esse incêndio já foi totalmente extinto”, emendou.
Prefeito pede fiscalização
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), pediu à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) uma fiscalização extraordinária dos voos panorâmicos realizados na cidade após a queda de um helicóptero que matou quatro pessoas na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na Zona Sul.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/B/G/JsgPFJQkK1cpRrpob8lw/whatsapp-image-2026-08-08-at-14.51.05-1-.jpeg)
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), no local do resgate das vítimas da queda do helicóptero. — Foto: Rafael Nascimento / g1 RioCavaliere afirmou que enviou um ofício à agência e disse que a ANAC pode avaliar até mesmo uma suspensão temporária desse tipo de voo.
“Então fiz questão de ligar pra presidente da ANAC. A gente encaminhou imediatamente um ofício, encaminhamos um comunicado da Prefeitura do Rio direcionado à ANAC para que tome providências imediatamente em relação aos voos no Rio de Janeiro”, informou.
Cavaliere afirmou que recebeu do presidente da ANAC a informação de que a aeronave envolvida no acidente tinha autorização para realizar voos panorâmicos.
O prefeito citou a possibilidade de interromper temporariamente os voos panorâmicos para permitir uma fiscalização mais ampla.
“Eu quero crer que a ANAC vai tomar essas medidas inclusive com a possibilidade de suspensão de voos panorâmicos por uma semana ou por duas semanas, para fazer uma fiscalização mais intensa nos helipontos, nas aeronaves na manutenção dessas aeronaves”
Questionado sobre a possibilidade de suspensão, o prefeito ressaltou que a decisão cabe à ANAC, por se tratar de uma competência federal.
Fonte:Source link




