A SANGUE FRIO
Alerta de que se tratava da mulher errada foi dado pelo líder da facção que encomendou a morte
O criminoso Eldes Michael de Melo Gomes, que morreu em confronto com a polícia durante operação deflagrada na madrugada desta quinta-feira (20), foi o responsável por continuar atirando na advogada Ana Walesca, mesmo sabendo que ela não era o alvo da execução ordenada pelo líder do Comando Vermelho (CV) que está no Rio de Janeiro, o Rafinha 99.
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De acordo com a polícia, o próprio chefe da facção, por meio de videochamada, alertou o garupa e o condutor da moto utilizada no crime – que está preso – de que ela não era a pessoa que deveria ser morta. Mesmo assim, Eldes continuou atirando. Alguns disparos, inclusive, chegaram a falhar. Apesar disso, ele insistiu nos tiros e executou a advogada.
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“O primeiro disparo foi pelas costas e foi quando ela virou e saiu correndo. Foi quando o próprio Rafinha disse que ele tinha atirado na mulher errada, mas mesmo diante da situação, ele continuou atirando. A princípio, vários tiros pinaram e, diante disso, continuou efetuando disparos”, afirma o delegado Igor Diego, coordenador da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), ressaltando, inclusive, que Eldes chegou a se aproximar de Ana Walesca para efetuar o último disparo que atingiu a cabeça dela.
Depois do crime, os dois seguiram na moto até uma feirinha no Cleto Marques Luz, na parte alta de Maceió. Lá, havia outros membros do grupo esperando para pegar a arma utilizada no crime e escondê-la. Segundo o delegado, a arma pertence aos próprios líderes do CV.




