FRUSTRAÇÃO
Azulão repete erros dos últimos jogos, apresenta nenhuma eficiência ofensiva e acesso fica com a equipe amazonense
O milagre não veio. A recuperação ficou para depois. No momento em que não se podia vacilar, vacilou. Quando tentou reagir, foi tarde demais. A possibilidade de retornar à Série C esteve muito perto, mas não se concretizou. Em jogo disputado na noite desta quinta-feira (3), o CSA empatou com o Nacional-AM em 0 a 0 no Estádio Rei Pelé, em Maceió, pelo jogo de volta da repescagem do Campeonato Brasileiro da Série D. A partida foi transmitida ao vivo pela TV Gazeta de Alagoas, em parceria com o portal Metrópoles.
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Como tinha perdido na ida por 3 a 1, o Azulão precisava vencer pelo menos por dois gols de vantagem. Mas pouco incomodou e praticamente não exigiu defesas do goleiro adversário. Com isso, o Nacional volta a disputar a Terceirona após 20 anos. O time alagoano encerra a temporada com mais um insucesso, e terá que trilhar todo esse caminho novamente em 2027, com a disputa do Campeonato Alagoano, da Copa Alagoas, da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro da Série D.
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CSA pouco incomoda no primeiro tempo
O CSA precisava impor domínio e pressionar do início ao fim, mas mostrou nervosismo mais uma vez e cedeu espaços ao Nacional. O time amazonense levou mais perigo no começo da partida. Aos quatro minutos, Rifle cobrou falta da esquerda, a defesa fez o corte parcial e Erick Varão chutou de fora da área com muito perigo, ainda que o impedimento fosse marcado em seguida. Aos oito, em nova tentativa do meia colombiano na bola parada, Wellerson se complicou todo e quase colocou os visitantes em vantagem.
Aos poucos, os donos da casa começaram a ter mais presença e ordem em campo, mas não tinha tantas jogadas trabalhadas. Os atalhos para chegarem na área eram os cruzamentos. Muitas bolas alçadas na área, ainda que não tivesse uma referência como centroavante, e sucessivos escanteios. Porém, poucos aproveitados.
Aos 14, a primeira boa chance do Azulão. Matheus Melo recebeu de Rian Santana na área e tocou para Dudu Figueiredo, mas o camisa 10 pegou mal na bola. Em resposta, o Nacional voltou a assustar. Sassá recebeu de costas para o gol e fez a jogada característica de um pivô. Foi acionado e rolou para Ryan Santos chutar cruzado e tirar tinta da meta defendida por Wellerson.
O jogo ficou equilibrado. O time marujo avançou e controlou a bola na maior parte do tempo. Aos 34, Dudu Figueiredo foi acionado no lado esquerdo e arriscou de fora da área, mas Igor Rayan evitou o gol com a ponta dos dedos. Nos acréscimos, em lance trabalhado no lado direito, Dudu tocou para Rian Santana e o atacante rolou ao meio da área para Fabrício Bigode. Apesar de ter espaço, o volante chutou fraco e Igor Rayan defendeu sem dificuldades.
Queda de ritmo no segundo tempo
Assim como ocorreu no começo da partida, o Nacional foi o dono da primeira movimentação ofensiva, mas Renanzinho isolou a finalização. O CSA, como esperado, manteve a elevada posse de bola sem conseguir incomodar a defesa adversária tanto quanto deveria. Aos quatro minutos, depois de avançar pelo meio aos trancos e barrancos, Dudu Figueiredo recebeu de Matheus Melo e Igor Rayan defendeu em dois tempos. Rian Santana também teve sua chance aos oito, mas, de frente ao gol, bateu fraco e o arqueiro fez a defesa,
A sequência do segundo tempo foi uma junção de apatia, erros, cansaço e uma partida que refletiu muito bem o desempenho das duas equipes. O Nacional não armou uma retranca, o técnico Thiago Gomes manteve o esquema tático do jogo de ida, e não foi pressionado. Por outro lado, Moacir Júnior modificou a equipe, adotou uma postura ofensiva na teoria. Os poucos chutes na direção do gol foram fracos, e indicava que o time não conseguiria reparar os danos do jogo em Manaus.
O momento que os donos da casa ficaram próximos do gol foi aos 29 minutos. Matheus Souza apareceu na esquerda, Caio Hila escorou para o meio da área, Alan James tentou completar, mas Fredson evitou a abertura do placar em cima da linha. Aos 48, Ronaldo Mendes cobrou falta na linha da pequena área e Ailton Santos cabeceou para o chão, em grande defesa de Igor Rayan.




