Ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. (Foto: Gustavo Moreno/STF).
Os eleitores chegam às urnas, neste domingo (4), com Lula (PT) e Flávio (PL) tecnicamente empatados, mas todos perplexos com o protagonismo de ministros do STF, que roubaram a cena, criando um “TSE paralelo” e ofuscando candidatos em benefício de um deles. A disputa entre projetos de governo virou sequência de decisões monocráticas, ataques, decano reclamando de “ética de máfia” para acudir colegas enrolados. Ao final, a lisura do pleito fica sob suspeita não por fraude nas urnas, mas pela percepção, até dos jornais tradicionais, de que o STF escolheu lado.
Fim da neutralidade
Ministros abandonaram seus afazeres regulares para tomar decisões eleitorais, estabelecendo o desequilíbrio e o prejuízo à neutralidade.
Lula, o beneficiado
O caso mais visível foi o debate da Globo. Até regras previamente pactuadas foram desfeitas por intromissão judicial que beneficiou Lula.
Vale-tudo, até fake news
Gilmar validou reajuste no Bolsa Família, que havia negado a Bolsonaro, e Flávio Dino até deu força a fake news que prejudicava o adversário.
Vexame supremo
Ministros neutralizaram decisões do TSE e anularam os limites entre a judicatura e atuação política, ditaram o ritmo da reta final. Um vexame.
Fachada do Palácio do Planalto em Brasília | Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil
Vencedores no 1º turno sempre levaram a eleição
O Brasil mantém uma curiosa tradição nas eleições gerais de sempre coroar o candidato que venceu o primeiro turno como o próximo presidente do País. É assim desde a primeira eleição direta (1989), quando Fernando Collor (30,47%) e Lula (17,18%) se enfrentaram e Collor venceu (53,03%). Em 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso liquidou o pleito logo no primeiro turno, sem chance para Lula avançar.
Tucanos no sufoco
Em 2002, Lula (46,44%) enfrentou José Serra (23,19%). Deu Lula (61,27%). Em 2006, Lula (48,61%) enfrentou Geraldo Alckmin (41,64%).
Anos de PT
Em 2010, Dilma (46,91%) venceu Serra (32,61%) no primeiro e segundo (56,05%) turno. Em 2014, a petista (41,59%) bateu Aécio (33,55%).
Poste apagado
Em 2018, Bolsonaro (46,03%) venceu Haddad (29,28%) nos dois turnos e em 2022 perdeu para Lula, na eleição mais apertada da História.
Funcionários, não
Apesar de eleitores poderem manifestar – de forma individual – a preferência política neste domingo (4), mesários e funcionários da Justiça Eleitoral não podem usar roupas, adereços etc. de candidatos e partidos.
Aglutinação
Para Marcel van Hattem, candidato gaúcho do Novo a senador, a eleição 2026 “precisa acabar no primeiro turno” e por isso, apesar do seu partido ter candidato próprio a presidente, anunciou apoio a Flávio Bolsonaro.
Bico seco
São nove os estados com a venda de bebidas alcoólicas proibidas neste primeiro turno: AC, AM, AP, CE, MA, MT, PA, PI e RR. Outros 14 estão com a venda liberada. O restante, há restrições pontuais.
Tabuleiro
Com Cristiano Zanin reconduzido ao TSE, se avançar ação para tirar Nunes Marques e André Mendonça da fiscalização das propagandas eleitorais, Gilmar Mendes e o ex-advogado de Lula é que assumem.
Pela culatra
O setor regulado das apostas arrecada quase R$10 bilhões. A Betano alerta que a canetada de Lula, com veto, empurra apostadores para clandestinos, que não pagam impostos ou seguem regras de proteção.
Fazendo de sonso
O PT acionou o TSE contra a exibição do púlpito vazio de Lula no debate da Globo. O regulamento do programa havia sido acertado previamente com as representações partidárias, inclusive a petista.
Questão de tempo
Foram três anos desde que Estela Aranha declarou voto em Lula, em 2022, até ser alçada ao posto de ministra do TSE, em 2025. É dela a canetada que proibiu púlpito vazio do fujão Lula no último debate.
Passa pra cá
Em meio aos questionamentos envolvendo Alexandre de Moraes no caso Master, Edson Fachin pediu à Polícia Federal tudo o que houver sobre integrantes do Supremo Tribunal Federal.
Pensando bem…
…fim da 6×1 com cheiro de 171.


