O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, assinou um decreto que estabelece novas regras para a atuação das forças de segurança durante manifestações no país.
Oficializada na terça-feira (13/10), a medida deve ser aplicada a partir desta quarta-feira (14/10), quando opositores, sindicatos, estudantes e outros grupos realizam protestos contra o governo em diferentes cidades colombianas.
O Decreto 1.525 de 2026 modifica uma norma de 2021 que regulamentava a atuação das autoridades em marchas e concentrações públicas. Entre as mudanças, estão a ampliação da lista de condutas consideradas violentas e a possibilidade de intervenção policial sem que todas as etapas de diálogo tenham sido esgotadas previamente, nos casos previstos pelo texto.
De la Espriella afirmou que o governo respeita o direito à manifestação pacífica, mas não tolerará atos de violência, vandalismo ou bloqueios que prejudiquem a circulação e os direitos de outros cidadãos.
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do Metrópoles
Em outra postagem, De la Espriella defendeu a medida e afirmou que o decreto busca conciliar o direito de protestar com os direitos dos demais cidadãos.
“O direito de protestar não está acima do direito de trabalhar, estudar, circular e viver em paz”, escreveu.


Presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella
Camilo Moreno/Long Visual Press/Universal Images Group via Getty Images)

Gustavo Petro é ex-presidente da Colômbia desde 2022
Vinícius Schmidt/Metrópoles

Abelardo de la Espriella, eleito presidente da Colômbia
Lucas Aguayo Araos/Anadolu via Getty Images

Ex-presidente da Colômbia, Gustavo Petro
Sebastian Barros/NurPhoto via Getty Images
O que muda com o decreto
- O Decreto 1.525 altera as regras que orientam a atuação das forças de segurança durante manifestações públicas.
- Entre as disposições, está a previsão de que os policiais acompanhem os protestos a uma distância de quatro metros dos participantes.
- O texto também amplia a relação de condutas consideradas violentas.
- Outra mudança permite o uso legítimo da força contra indivíduos responsáveis por atos violentos sem que seja necessário esgotar previamente todas as etapas de diálogo.
- De acordo com o decreto, a intervenção deve ser direcionada às pessoas que praticarem essas ações.
Manifestações
Centenas de pessoas se reuniram em diferentes pontos da Colômbia nesta quarta-feira para protestar contra o governo de De la Espriella. As mobilizações foram convocadas por setores da oposição, sindicatos, comunidades indígenas, estudantes e grupos feministas, com liderança política do ex-presidente Gustavo Petro.
Os atos representam uma das primeiras grandes mobilizações contrárias à administração de De la Espriella, que assumiu a Presidência em agosto de 2026. Entre as principais críticas ao governo estão as políticas de linha dura contra o narcotráfico, a retomada das relações diplomáticas com Israel — rompidas durante o mandato anterior — e a aproximação com os Estados Unidos.
Petro, primeiro presidente de esquerda da história colombiana, implementou medidas como a ampliação do acesso gratuito à universidade pública, aumentos do salário mínimo e mudanças nos benefícios trabalhistas. Sua gestão também foi marcada por divergências com os Estados Unidos em temas de segurança e política externa.


