SUL E SUDESTE
Supertufão coloca países asiáticos em alerta; Brasil terá dois ciclones extratropicais seguidos com risco de temporais em nove estados a partir de sexta-feira
Com ventos de até 296 km/h e rajadas estimadas em 361 km/h, o supertufão Champi alcançou a marca de ciclone mais intenso registrado em 2026, de acordo com a Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço). Os efeitos da tempestade atuam sobre o Oceano Pacífico e avançam em direção ao continente asiático.
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Apesar da magnitude do fenômeno, a rota segue concentrada no hemisfério norte. Diante das projeções meteorológicas, países como Taiwan, Filipinas, China e Japão mantêm equipes em alerta. O evento climático não tem relação com a América do Sul e nenhuma região do Brasil será impactada pelo supertufão.
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Mesmo sem qualquer ligação com o Champi, os estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul registrarão mudança no tempo provocada pela formação de um ciclone extratropical entre a sexta-feira (23) e o sábado (24).
A previsão indica episódios de chuva forte em pelo menos nove estados brasileiros ao longo dos próximos dias devido à atuação consecutiva de dois ciclones. Conforme levantamento da Meteored, a combinação de centros de baixa pressão atmosférica com o fluxo contínuo de umidade organiza áreas de instabilidade severa.
O quadro favorece temporais com descargas elétricas e volumes elevados de chuva, com risco de alagamentos e destelhamentos em pontos isolados. Após a passagem do primeiro sistema pelo Sul, um segundo ciclone deve se estruturar próximo à costa da Região Sudeste, prolongando as instabilidades.
Onde a chuva pode ganhar força no domingo?
O segundo centro de baixa pressão começa a se intensificar na faixa litorânea do Sudeste e passa a influenciar grande parte do Centro-Sul brasileiro. Durante a madrugada de domingo (25), o risco de pancadas fortes e tempestades atinge o Mato Grosso do Sul, São Paulo e o Paraná.
Ao longo da manhã, as instabilidades avançam sobre o Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina e o Norte do Rio Grande do Sul.
Até o encerramento do domingo, o segundo ciclone deve atingir seu ápice na altura do litoral paulista e fluminense, mantendo a circulação marítima de umidade e a possibilidade de transtornos nas áreas litorâneas.
Na segunda-feira (26), o sistema se desloca em direção ao Oceano Atlântico. Mesmo com o afastamento, a previsão aponta manutenção da chuva no Espírito Santo e no Norte de Minas Gerais, além da estruturação de um canal de umidade direcionado para setores da Região Nordeste.
Por que os ciclones aumentam o risco de temporais?
Ciclones são fenômenos meteorológicos caracterizados por centros de baixa pressão na atmosfera. Conforme sua localização e a interação com outros sistemas meteorológicos, eles canalizam a umidade e aceleram o desenvolvimento de nuvens carregadas.
No cenário projetado para os próximos dias, os dois eventos atuarão em sequência, criando um corredor de instabilidade que favorece chuvas persistentes e acumulados significativos em diferentes pontos do país.
O volume e a distribuição dos temporais dependem da trajetória exata dos centros de baixa pressão e do relevo de cada região, exigindo acompanhamento das atualizações dos alertas meteorológicos oficiais.




