VIOLÊNCIA
Defesa afirma que ninguém viu o preso agredir a vítima e que as imagens não permitem reconhecê-lo
A 1ª Vara Criminal da Capital (ou 16ª Vara Criminal) manteve a prisão preventiva do homem de 25 anos preso em flagrante sob a suspeita de envolvimento em uma tentativa de homicídio registrada na madrugada desta quinta-feira (5), na Rua Doutor Odilon Vasconcelos, no bairro da Jatiúca, em Maceió. A decisão foi proferida nesta sexta-feira (6) após audiência de custódia, na qual o magistrado considerou a “gravidade concreta” do crime e a insuficiência de medidas cautelares alternativas.
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De acordo com o registro policial, a vítima — ainda não identificada — tentava fugir a pé de um veículo quando o automóvel colidiu contra o portão de uma residência, prensando o pedestre. Em seguida, o homem foi agredido com pedaços de madeira retirados da estrutura do próprio portão. Testemunhas relataram que uma mulher chegou ao local acusando a vítima de ter tentado praticar um estupro e participou dos golpes, mesmo após apelos de moradores para aguardar a chegada do Samu. O pedestre foi socorrido ao Hospital Geral do Estado (HGE) em estado gravíssimo, onde permanece intubado com traumatismo craniano.
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Ao fundamentar a manutenção da prisão, o juiz destacou a presença de indícios de autoria respaldados em depoimentos de policiais, relatos de testemunhas e gravações anexadas ao inquérito. O suspeito foi contido por bombeiros nas proximidades da cena do crime e acabou preso. As investigações indicam que as câmeras registraram um homem com características semelhantes às do acusado golpeando a vítima com a madeira ao lado de uma mulher.
Argumentos da defesa
A defesa do acusado solicitou a concessão de liberdade provisória, sustentando que o cliente é marceneiro, casado, pai de uma criança de 1 ano e 8 meses, possui residência fixa e não conta com antecedentes criminais. O advogado argumentou que a qualidade das imagens gravadas de longe e à noite não permite a identificação facial precisa dos agressores e que não foi realizada perícia técnica no material.
Além disso, a defesa apontou contradições nos horários registrados nos documentos policiais e alegou que as gravações de redes sociais apontam a presença de outro indivíduo na condução do veículo. O advogado informou ainda que o detido sofreu lesões no lábio, armação dentária e braço durante a abordagem policial. O juiz determinou o encaminhamento do relato de eventual excesso policial ao Ministério Público e à Corregedoria da Polícia Militar para apuração.




