O primeiro tempo foi morno, mas o CRB criou mais e obrigou Alex Alves a fazer duas boas defesas. Thiaguinho abriu o placar no início da etapa final. Com a vantagem, o Galo reduziu o ímpeto ofensivo para tentar controlar o jogo. Não foi simplesmente recuar, mas o São Bernardo ganhou iniciativa.
O empate veio na bola parada. Dudu Miraíma cobrou bem o escanteio, houve o desencaixe na defesa e Jemerson conseguiu finalizar rasteiro, na entrada da pequena área. Quando se fala em finais, esse é o tipo de lance que não pode passar: uma cobrança de canto não pode terminar em finalização tão limpa numa zona tão perigosa.
O São Bernardo jogava com linhas mais baixas e uma proposta reativa. O CRB tentou propor, mas o time de Vinícius Bergantin foi mais eficiente. O treinador mexeu em três peças e encontrou no banco a capacidade de decisão que faltava.
Lucas Lima entrou no meio do segundo tempo. Ex-CRB, marcou um belo gol contra o antigo clube e também participou do terceiro. Mesmo com o CRB organizado em 4×2, ganhou o duelo, acelerou a transição e acionou Pedrinho, que concluiu com mérito. A lei do ex apareceu, mas a leitura de Bergantin também decidiu a partida.
Do lado regatiano, as substituições trouxeram vontade, mas não mudaram o panorama. Crystopher esteve abaixo, sobretudo nos arremates de média distância. O São Bernardo chegou aos 45 pontos, referência que perseguia na luta pela permanência. Para o CRB, a derrota deixa um alerta: disposição sem peças capazes de mudar uma partida pode não ser suficiente.
Depois do apito, a busca por culpados também alcança a entrevista de Mario Marroquín. Ela não explica o que aconteceu em campo, mas o presidente acaba no centro das frustrações. Seu tom, por vezes entre o sério e o sarcástico, abre margem a interpretações. O diagnóstico desta derrota, porém, começa no futebol apresentado.
A primeira das oito finais terminou em derrota. Restam sete, com dois confrontos diretos contra Atlético-GO e Fortaleza, equipes que estão à frente do CRB. O primeiro já vem agora. É ajustar o que falhou e vencer para manter o sonho aceso. Ainda há caminho, mas a reação precisa começar já.

