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A três dias do prazo, Flávio Bolsonaro e Zema ainda buscam vice


Convenções partidárias encerram em 5 de agosto; registro no TSE deve acontecer até o dia 15

Lula oficializou Alckmin como vice, repetindo a dobradinha de 2022. REPRODUÇÃO

Com o prazo para as convenções partidárias se encerrando em 5 de agosto, dois dos cinco principais candidatos à Presidência da República ainda não definiram seus vices. Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) seguem em articulação, enquanto Lula (PT), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) já fecharam suas chapas.

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Lula vai à reeleição novamente ao lado de Geraldo Alckmin (PSB), repetindo a dobradinha de 2022. As convenções nacionais do PT, realizada neste domingo (2) em São Paulo, e do PSB, na quarta-feira passada em Brasília, oficializaram a chapa. Na convenção petista, Alckmin ironizou a presença do presidente argentino Javier Milei no evento de Flávio Bolsonaro e criticou os ataques da família Bolsonaro às urnas eletrônicas. “Quem não acredita no voto popular, não devia nem ser candidato a presidente. A descrença nas urnas é cheiro, fumaça de derrota. A urna eletrônica é tão competente que não aceita voto de argentino e americano”, declarou.

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Caiado optou por uma chapa dentro do próprio PSD, escolhendo o presidente do partido, Gilberto Kassab, como vice. A decisão veio após dificuldades em atrair outros partidos. Kassab defendeu a candidatura como alternativa à polarização. “Temos uma convicção de que a República está podre. Os Poderes estão contaminados. O PSD está preparado para dar à sociedade as respostas que ela precisa”, afirmou. O Missão também fechou chapa própria, com Aroldo Medina — militar da reserva e jornalista especializado em história militar — como vice de Renan Santos.

Flávio Bolsonaro busca uma candidata mulher para compor sua chapa, numa estratégia para ampliar a penetração entre as eleitoras, que representam 52,8% do eleitorado. O candidato chegou a receber sinal positivo da senadora Tereza Cristina (PP-MS), mas o PP reforçou sua posição de neutralidade na eleição nacional e impediu a composição. Nos bastidores, circulam os nomes de Daniela Marques (Republicanos) e da deputada federal Renata Abreu (Podemos-SP), mas ambos os partidos devem igualmente ficar neutros para preservar alianças estaduais.

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Zema, cujo partido confirmou sua candidatura na segunda-feira (27), tentou atrair Joaquim Barbosa, ex-presidente do STF que chegou a se lançar pré-candidato pelo DC, mas as articulações não avançaram. Também buscou o Podemos através do empresário Geraldo Rufino, que optou por disputar o Senado em São Paulo. Diante do impasse, a tendência, segundo fontes do Novo, é que Zema feche uma chapa com um nome do próprio partido.



Fonte: Gazetaweb