Adélio Bispo, autor da facada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), recusou-se a responder às perguntas de uma equipe multiprofissional que pretendia realizar uma nova avaliação de seu estado de saúde mental.
A equipe foi à Penitenciária Federal de Campo Grande em 11 de junho. Segundo interlocutores ouvidos pela coluna, Adélio concordou em receber os profissionais.
Durante a avaliação, porém, recusou-se a responder às perguntas e permaneceu em silêncio.
Conforme relatos, Adélio apresentou agitação. Mesmo sem responder aos questionamentos, profissionais da equipe registraram avaliações sobre seu quadro.
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da Coluna Manoela Alcântara
Em suas anotações, uma psicóloga indicou psicose afetiva, condição caracterizada por alterações que podem envolver perda de contato com a realidade, delírios ou alucinações.
Um enfermeiro e outra psicóloga classificaram o quadro como esquizofrenia e outras psicoses orgânicas. Uma assistente social que também integrava a equipe registrou esquizofrenia e relatou um comportamento que, segundo ela, não aparecia nos registros anteriores.
Conforme mostrou anteriormente a coluna, Adélio possui diagnóstico de esquizofrenia paranoide. Diante do quadro, há necessidade de atualização da avaliação biopsicossocial.
A medida serve para identificar necessidades de tratamento e atualizar o Projeto Terapêutico Singular, uma espécie de plano individual de acompanhamento.
Adélio foi considerado inimputável pela Justiça pela facada contra Bolsonaro e, por isso, cumpre medida de segurança, e não uma pena de prisão. Não há, atualmente, previsão de que seja colocado em liberdade.


Adélio Bispo
Arte sobre foto Reprodução/Rafaela Felicciano/Metrópoles

Adélio Bispo
Reprodução
Saúde mental
O diagnóstico de Adélio mudou desde a facada contra Bolsonaro. Inicialmente, ele foi diagnosticado com transtorno delirante persistente do tipo paranoide.
Sete anos depois, porém, conforme mostrou a coluna, peritos identificaram uma deterioração do quadro.
Segundo apurou a coluna com os profissionais responsáveis pelo parecer elaborado no início deste ano, Adélio apresenta grave comprometimento do contato com a realidade, com alucinações durante a maior parte do tempo e prejuízo funcional significativo.
Conforme descrito no laudo, o detento não reconhece que está doente nem compreende a necessidade de tratamento. Os peritos apontam comprometimento significativo de sua capacidade de avaliação da realidad




