Apontado como o responsável por produzir “dossiês” a pedido do publicitário Thiago Miranda, o agente de Tecnologia da Informação (TI) Thiago Santos prestou depoimento à Polícia Federal (PF) na quarta-feira (29/7), no âmbito do Caso Master.
Na oitiva, realizada em Brasília, Santos negou ter participado do projeto coordenado por Miranda e que envolveu a contratação de influenciadores para atacar diretores do Banco Central e defender a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília, o BRB.

O empresário contratou influencers para divulgar conteúdo contra o Banco Central na liquidação do Banco Master
Luis Nova/Especial Metrópoles (@LuisGustavoNova)

Dono da Agência Mithi, Thiago Miranda prestou depoimento para a PF
Luis Nova/Especial Metrópoles (@LuisGustavoNova)

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Reprodução
O profissional também negou ter produzido dossiês. Segundo fontes da PF, ele relatou aos investigadores ter feito buscas informais de informações sobre personagens a pedido de Miranda em plataformas. Entre elas, algumas de inteligência artificial (IA).
Santos revelou que chegou a participar de uma reunião por vídeo com Daniel Vorcaro em meados de fevereiro de 2026, semanas antes de o banqueiro ser preso pela segunda vez. Na reunião, diz ter pedido para atuar na perícia dos celulares de Vorcaro apreendidos.
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da Coluna Igor Gadelha
O profissional relatou que o dono do Banco Master respondeu que ainda não teria recebido, à época, os espelhos do que os investigadores acessaram em seus celulares. Santos disse que, apesar do pedido, não chegou a ser procurado para atuar na perícia digital.
O funcionário disse ainda à PF que trabalhava nas empresas das quais Miranda era sócio, mas não diretamente com o publicitário. Santos também entregou aos investigadores prints das buscas de informações que fazia a pedido do publicitário.



