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Agricultura e comércio ainda sentem impactos de enchentes no RS


Guaíba subiu quase quatro metros em cinco dias. Na tarde do dia 30, o nível era de 1,4 metros. Acima de 2 metros, o Guaíba transborda, e já havia essa expectativa pelos recordes de cheias em seus rios contribuintes. O Guaíba bateria 4,3 metros em 3 de maio, alcançando a marca de 5,30 metros dois dias depois.

Estado decretou calamidade pública. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), decretou estado de calamidade pública na noite de 1º de maio, com prazo de 180 dias. As chuvas e enchentes foram classificadas como desastres de nível 3, “caracterizados por danos e prejuízos elevados”. Todo o estado foi colocado sob alerta de inundação ou inundação severa.

Perdas das enchentes

Chuvas causaram 183 mortes. Enchentes tiveram impacto econômico de R$ 87 bilhões. É o que mostra um estudo realizado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Banco Mundial e Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), divulgado em setembro pelo presidente do BID, Ilan Goldfajn.

Prejuízo é quase 2% do PIB. “Se você quiser avaliar o impacto de um ano, isso representa um impacto de 1,8% do PIB só em 2024”, disse Ilan, na época. Outro estudo mostra que 53% das famílias residentes do RS perderam bens materiais. Este dado é dos Cartórios de Protesto do Rio Grande do Sul. Para um em cada quatro (24%) consumidores, a tragédia levou tudo o que tinha, sobrando apenas as paredes e telhado.

A Farsul estima que o agronegócio gaúcho pode ter perdido cerca de R$ 4 bilhões pelas enchentes. Expectativa é de que leve ao menos uma década para a normalização do cenário. Um relatório técnico feito pela Emater/RS – Ascar mostra que mais de 206 mil propriedades foram afetadas, atingindo casas, galpões, armazéns, silos, estufas e aviários nas áreas rurais.



Fonte: Uol