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Ancelotti ganha certezas, mas Endrick e Danilo Santos aumentam disputa por vaga na Seleção


Após a vitória por 2 a 1 sobre o Egito, treinador afirma ter praticamente definido o time para a estreia na Copa, mas boas atuações de reservas mantêm disputa aberta por posições

Ancelotti ganha certezas, mas Endrick e Danilo Santos aumentam disputa por vaga na Seleção. (Foto: Javier Soriano / AFP)

A vitória da Seleção Brasileira por 2 a 1 sobre o Egito, em Cleveland, deixou o técnico Carlo Ancelotti mais próximo de definir a equipe que estreará na Copa do Mundo diante do Marrocos, em Nova Jersey. O próprio treinador admitiu que já tem praticamente uma formação titular em mente, mas os últimos amistosos também mostraram que algumas disputas seguem em aberto, especialmente após as boas atuações de jogadores que saíram do banco.

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Uma das principais preocupações da comissão técnica surgiu na lateral direita. Wesley deixou o gramado sentindo a virilha e será submetido a exames para avaliar a gravidade da lesão. Caso o problema seja confirmado, Danilo aparece como alternativa natural, embora não atue regularmente na posição desde o último ciclo mundialista. Outra possibilidade seria uma adaptação de Ibañez, utilizado como zagueiro diante dos egípcios.

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O sistema defensivo, aliás, continua sendo o setor que mais gera dúvidas. Gabriel Magalhães foi preservado por desgaste físico e ainda convive com o impacto emocional da final da Liga dos Campeões, quando desperdiçou uma cobrança de pênalti. Tanto Ancelotti quanto o capitão Marquinhos minimizaram o episódio, mas a recuperação do defensor segue sendo acompanhada de perto.

Na lateral esquerda, Douglas Santos aproveitou a oportunidade e ganhou força como opção para a estreia. Já no meio-campo, Casemiro e Bruno Guimarães permanecem como os nomes mais consolidados da equipe. A principal indefinição está na composição do setor, já que Ancelotti ainda avalia se utilizará uma formação com três meio-campistas ou um desenho mais ofensivo.

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Nesse cenário, Lucas Paquetá e Luiz Henrique disputam espaço. Paquetá teve bom desempenho diante do Panamá, mas caiu de rendimento contra o Egito. Luiz Henrique percorreu o caminho inverso, sendo discreto no primeiro amistoso e mais participativo na segunda apresentação.

No ataque, Vinícius Júnior e Raphinha seguem como titulares, embora ainda busquem maior regularidade. Vini foi um dos destaques contra o Panamá, mas teve atuação mais discreta diante do Egito, enquanto Raphinha ainda não conseguiu exercer protagonismo nos amistosos preparatórios.

A maior disputa, porém, está no comando do ataque. Matheus Cunha não convenceu nas oportunidades recebidas. Igor Thiago ganhou espaço após boa entrada contra o Panamá, participou diretamente do gol de Rayan e ainda marcou de pênalti, o que lhe rendeu uma vaga entre os titulares diante do Egito. No entanto, desperdiçou duas oportunidades claras e não conseguiu consolidar sua posição.

Quem voltou a aproveitar a chance foi Endrick. Assim como havia ocorrido no amistoso anterior, o atacante entrou bem e marcou o gol da vitória sobre os egípcios, reforçando sua característica de decidir partidas mesmo com poucos minutos em campo. Ao lado de Danilo Santos, tornou-se um dos jogadores que mais pressionam por espaço na equipe principal.

A situação de Neymar também segue sendo monitorada. O camisa 10 passará por novos exames e, dependendo da evolução física, poderá integrar normalmente os trabalhos com o restante do grupo antes da estreia na Copa do Mundo.

Se os amistosos deixaram dúvidas em alguns setores, também consolidaram uma convicção para Ancelotti: a pressão alta tem sido a principal arma da Seleção Brasileira. Os melhores momentos ofensivos nasceram justamente da recuperação de bola no campo adversário, como ocorreu no gol de Vinícius Júnior diante do Panamá, na jogada que originou o gol de Rayan e também nos gols marcados contra o Egito.

Por outro lado, a equipe ainda precisa melhorar a eficiência nas finalizações. Apenas no primeiro tempo contra os egípcios, o Brasil desperdiçou pelo menos três oportunidades claras de gol, duas delas com Igor Thiago e outra com Vinícius Júnior, um aspecto que pode custar caro em uma competição de alto nível.

Assim, a preparação termina com Ancelotti demonstrando confiança na formação titular que pretende utilizar, mas também com uma concorrência interna fortalecida. Enquanto a defesa ainda exige ajustes, jogadores como Endrick e Danilo Santos aproveitaram as oportunidades e aumentaram a disputa por vagas, oferecendo ao treinador um problema que, às vésperas da Copa do Mundo, costuma ser considerado positivo.

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Fonte: Gazetaweb