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Após se aproveitar dos excessos, Lula agora propõe ‘limites’ ao STF para não perder votos


Deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) – Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara.

Na tentativa de “descolar” a imagem de Lula (PT) do Supremo Tribunal Federal, principalmente de Alexandre de Moraes, o governo petista deu instruções a aliados para fazerem a defesa de “limites” para ministros da Corte, mas sem melindrar a maioria que tem beneficiado o petista com seus “excessos”. O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), fiel escudeiro de Lula, foi destacado para apresentar Proposta de Emenda à Constituição que extingue a vitaliciedade no STF, estabelecendo mandato de dez anos para os ministros. Exatamente como várias outras propostas que estão nas gavetas do presidente do Senado, em obediência ao Palácio do Planalto.

Só um exemplo

PEC do ex-senador Lasier Martins que cria mandatos de dez anos no STF chegou a ser aprovada na CCJ e dorme nas gavetas desde 2015.

Autor suspeito

Reginaldo Lopes foi destacado para presidir a comissão da MP da taxa das blusinhas e também é titular da comissão do fim da escala 6×1.

Timing sempre suspeito

Em 2014, auge da Lava Jato, Zé Geraldo (PT-PA) propôs PEC para criar mandatos de 10 anos no STF e tribunais de conta (da União e estados).

Papo amplo

A proposta a ser apresentada pelo petismo no Congresso seria “ampla”, estabelecendo mandatos em outros tribunais e órgãos de controle.

João Campos (PSB), e Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

PSB reclama de corpo mole de Lula em campanha

Não é de hoje que o PSB tem se queixado da falta de empenho de Lula nos palanques em que os socialistas são cabeça de chapa. A reclamação ganhou ainda mais corpo com a última semana, repleta de pesquisas, mostrando o sufoco dos socialistas em estados como, por exemplo, Pernambuco, onde, antes da campanha, a vitória do PSB era tida dentro do partido até como favas contadas. Hoje, João Campos (PSB) corta dobrado para tentar derrotar a governadora Raquel Lyra (PSD).

Memória curta

No PSB sempre é lembrado que o partido fez sacrifícios pela campanha e Lula, como em São Paulo, onde abriu mão de disputa do governo.

Me esquece

Em Santa Cataria, que Lula não é mesmo muito aclamado, o petista nem pisou os pés desde o início da campanha. Pedir votos, menos ainda.

Tô fora

Há ainda palanques em que PT e PSB disputam votos, como o Distrito Federal. Aí é que Lula não aparece mesmo.

Mundo dá voltas

No julgamento no STF sobre a denúncia contra o “núcleo crucial” da tal “tentativa de golpe”, três réus – incluindo Jair Bolsonaro – alegaram cerceamento de defesa por falta de acesso ao bruto das provas colhidas pela PF. Agora o ministro Cristiano Zanin pede o mesmo no caso Master.

Prazo conveniente

O governo Lula ampliou novamente o subsídio ao diesel e cortou tributos da gasolina e etanol. Parte vale até o fim de setembro e depois disso, o Planalto “vai decidir”. Em outubro fica definido quem governa em 2027.

Quase uma década

Ao pedir o fim do inquérito das fake news, a oposição lembrou um detalhe nada pequeno: a investigação já dura sete anos. Para Marcel van Hattem, virou instrumento de “perseguição política e censura”.

98% público

Dos R$35,9 milhões arrecadados pela campanha de Lula, R$35 milhões vieram do Fundo Eleitoral e mais R$150 mil do Fundo Partidário. Dinheiro privado é quase figurante no caixa da reeleição.

Cadê o material?

Uma das queixas dentro do próprio PT é a falta de material de campanha de Lula nos Estados. O partido que colocou R$35 milhões do Fundo Eleitoral na candidatura, mas essa fortuna não tem aparecido na rua.

Sigilo conveniente

Nas redes sociais, Lula defende a quebra total do sigilo do caso Master, mas o Ministério da Justiça mantém por até 100 anos o sigilo sobre quem visitou Daniel Vorcaro quando ele esteve preso na PF.

Só protocolo

O fim é previsível, mas segue até a próxima sexta-feira (18) o julgamento dos recursos da defesa de Eduardo Bolsonaro, condenado a 4 anos e 2 meses de reclusão. A análise ocorre em plenário virtual do Supremo.

Modus operandi

Rogério Marinho (PL-RN) apontou os R$120 bilhões a mais em tributos sobre consumo para 2027. Diz o senador que é o método do PT: aumentar gastos e empurrar a dívida para cima de quem trabalha.

Pensando bem…

… mais um cancelamento e Fachin já pode pedir música.



Fonte: Gazetaweb