A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou preocupação com a interferência da Meta na eleição presidencial e afirmou que seguirá acompanhando a atuação da big tech na reta final do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).
O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, afirmou nesta sexta-feira (16/10) que o episódio preocupa não apenas pelo impacto na disputa brasileira, mas também pelos riscos que a atuação das grandes empresas de tecnologia pode representar para processos eleitorais em outros países.
“Isso nos preocupa muito em relação à democracia em todo o mundo democrático. Se toda vez forem as big techs, no caso da Meta especificamente, interferir no processo eleitoral, isso é muito preocupante aqui no nosso país e no mundo democrático como um todo”, afirmou Sidônio.
Segundo o ministro, a campanha permanecerá atenta ao que considera medidas da plataforma que beneficiariam um dos lados da disputa.
“Nós não vamos aceitar. Vamos estar atentos a todas essas medidas em que a Meta está interferindo aqui em prol de um candidato. Isso ficou muito claro”, disse.
A preocupação foi reforçada pelo senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha de Lula. O petista citou decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre anúncios denunciados pela candidatura do presidente e afirmou que a campanha espera que a Meta cumpra as determinações da Corte.
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do Metrópoles
“Queremos agora que a Meta cumpra as decisões. Vamos continuar denunciando aqui no Brasil e fora do Brasil para que cesse essa interferência e para garantir a imparcialidade”, afirmou.
Para os aliados de Lula, o tema ganha ainda mais peso diante da disputa apertada no segundo turno. A avaliação é de que eventuais diferenças de tratamento nas redes sociais podem afetar o equilíbrio da corrida presidencial na reta final.
A campanha também tem levado as acusações a observadores e entidades internacionais. Segundo Camilo, integrantes da coordenação se reuniram com observadores estrangeiros para tratar do assunto e o núcleo jurídico seguirá avaliando medidas que podem ser adotadas.
Sidônio afirmou ainda que o problema envolvendo as plataformas digitais deve ser encarado como uma questão internacional.
“Esse tipo de denúncia, essa luta que nós estamos travando aqui no Brasil, também é a luta de todos os países democráticos”, declarou.
Questionado sobre possíveis novas medidas judiciais, Camilo disse que a campanha já tem recorrido à Justiça Eleitoral e que o setor jurídico continuará analisando providências até o segundo turno.
“Nós já estamos judicializando. […] O nosso setor jurídico tem tomado todas as providências cabíveis junto ao Tribunal Superior Eleitoral e aos organismos internacionais”, afirmou.



