Belo Horizonte — A quatro dias do primeiro turno, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aproveitou a quarta-feira (30/9) para realizar uma série de agendas em Belo Horizonte e tentar convencer tanto eleitores indecisos quanto apoiadores dos adversários a mudar de voto.
“Quero falar para você que está indeciso. Você já votou em tanta gente ruim, tanta gente que não presta. Me dá esse voto de confiança, faz esse desafio comigo. Sou igual a você, sou um revoltado igual a você que entrou na política para fazer a diferença”, pediu o candidato.
O parlamentar afirmou estar otimista e disse acreditar que será eleito ainda no primeiro turno. “Domingo acaba. Tô confiante. O povo tá tudo parando e falando que vai votar em nós. Na humildade”, declarou.
O que Cleitinho precisa para vencer no primeiro turno
Para encerrar a disputa no domingo, Cleitinho precisa obter mais da metade dos votos válidos. Entram nessa conta apenas os votos dados aos candidatos. Votos brancos, nulos e abstenções são excluídos.
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do Metrópoles
Uma das pesquisas mais recentes sobre o governo de Minas, a Quaest divulgada nessa terça-feira (29/9), mostra Cleitinho na liderança, com 37% das intenções de voto. Patrus Ananias (PT) aparece em segundo, com 18%, seguido por Alexandre Kalil (PDT), com 9%. O levantamento ainda registrou 11% de indecisos e 9% de eleitores dispostos a votar em branco, anular ou não comparecer.
O Datafolha anterior colocou Cleitinho ainda mais próximo de uma vitória no primeiro turno. Considerados somente os votos válidos, o candidato tinha 49%, contra 18% de Patrus e 11% de Kalil.
Como a margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais, Cleitinho poderia estar entre 46% e 52% dos votos válidos. Por isso, não é possível afirmar, com base na pesquisa, se a eleição terminará no domingo ou seguirá para o segundo turno.
Tentativa de virar votos
Durante as interações com apoiadores nesta quarta, Cleitinho conversou com eleitores que ainda não escolheram um candidato e tentou virar o voto de um apoiador de Patrus. O eleitor, porém, afirmou que não foi convencido a mudar seus planos.
Além da vitória antecipada, Cleitinho argumentou que o fim da disputa no primeiro turno evitaria novos gastos eleitorais e encerraria a circulação de materiais de campanha.
“Se tiver mais o segundo turno, eu não uso, mas os outros vão usar. É mais banner, aquela cafonice; é mais santinho, aquela outra cafonice. Santinho que o cara tá com aquela cara de santo, mas, na hora que ganha, vira o diabo”, disse.
Se nenhum candidato superar a metade dos votos válidos, os dois mais votados voltarão às urnas no dia 25 de outubro. As pesquisas indicam Patrus como o nome mais provável para enfrentar Cleitinho.
Nos cenários testados, o senador também lidera a segunda rodada. A Quaest aponta vitória de Cleitinho sobre Patrus por 52% a 26%. Contra Kalil, o placar seria de 51% a 22%.
Fora da agenda de Flávio
Questionado sobre se participará da agenda do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) em Montes Claros, no Norte de Minas, marcada para esta sexta-feira (2/10), Cleitinho disse que não foi convidado.
“Ele não me convidou. Então, a gente fica aqui rodando a capital”, afirmou.
O senador é o favorito de uma ala do Partido Liberal em Minas que defende a renúncia de Flávio Roscoe (PL) à candidatura ao governo. O objetivo do grupo é concentrar os votos da direita em Cleitinho e aumentar a possibilidade de vitória do candidato do Republicanos ainda no primeiro turno.


