Com Odair Cunha no TCU, suplentes mineiros brigam por vaga na Câmara


Belo Horizonte – Minas Gerais vai “perder” um deputado federal de sua bancada para o Tribunal de Contas da União (TCU) e ninguém sabe que suplente vai assumir, numa disputa que tem tudo para acabar na Justiça Eleitoral.

O deputado Odair Cunha (PT-MG) está de saída da Câmara para assumir uma vaga no TCU. A confusão se dá porque o primeiro suplente da coligação que elegeu o petista deixou seu antigo partido, o PV, e entrou no PSDB. Trata-se de Glaycon Franco, que pretende tentar assumir o mandato apesar da troca.

Na visão do PT mineiro, porém, a vaga de Odair Cunha não pertence a Franco, mas sim à coligação pela qual ele se elegeu suplente. E o segundo suplente é justamente um petista.

Trata-se de Gilmar Machado, ex-prefeito de Uberlândia, que também quer o lugar na Câmara federal.

Na eleição de 2022, Glaycon Franco recebeu 59.818 votos em Minas Gerais e Gilmar Machado, 55.443.

O TCU é composto por 10 ministros. Desse total, três são indicados pela Câmara, três pelo Senado e três pelo presidente da República, sendo que dois desses precisam ter vínculo com carreiras de Estado.

O cargo é vitalício e Odair pode se aposentar compulsoriamente ao completar 75 anos. Ele tem 49 anos. O salário de um ministro da Corte é de cerca de R$ 44 mil.

Próximos passos da disputa pela vaga na Câmara

Odair Cunha ainda é deputado em exercício. A expectativa é de que ele deixe o cargo nas próximas duas semanas para assumir a cadeira na Corte de Contas.

Depois, com o cargovago, a Justiça Eleitoral deverá apontar o nome do suplente, mas ambos os lados já indicam que vão judicializar se não forem escolhidos.





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