ANADIA
A Polícia Civil investiga se ela foi vítima de afogamento ou de um choque térmico
O sepultamento de Jennifer Gabrielly da Silva Santos, de apenas 11 anos de idade, foi realizado nesta segunda-feira (25), sob comoção, com a presença de amigos e familiares em Anadia, no interior de Alagoas. Ela morreu após ser arremessada para dentro de uma piscina por um adolescente. A Polícia Civil investiga se ela foi vítima de afogamento ou de um choque térmico.
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A menina participava de uma festa em um balneário de Anadia nesse domingo (24), quando foi jogada na piscina. O adolescente ainda não se apresentou à polícia e fugiu depois que a criança deu entrada no hospital. A Polícia Civil investiga a dinâmica do caso.
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O agente Edno Gusmão, chefe de operações da Polícia Civil, explicou ainda que a menina veio a óbito assim que caiu na água. “Quando ele a jogou, ela desfaleceu assim que caiu na água. Não se sabe se foi um choque térmico ou se bateu a cabeça. Isso cabe à perícia definir como causa da morte”, afirmou.
A tia-avó da criança, Vânia Maria de Lima Santos, descreve Jennifer como uma menina cuidadora e querida por todos à sua volta.
“A minha Bi, como eu a chamava, era uma menina doce, muito boa. Eu tenho uma mãe acamada de 92 anos, e ela cuidava muito da mamãe. Ela era uma menina maravilhosa, atenciosa, cuidadora. Doce, querida por todos. Ela era uma menina muito amável”, descreveu a tia-avó.
Na porta da casa onde acontecia o velório, muita gente compareceu para prestar homenagens e se despedir.
A tia-avó da criança relata que Jennifer não entraria na piscina porque ela era funda. Mesmo assim, o adolescente teria a arremessado. “O irmão dela pulou para tentar resgatá-la, mas não tinha força suficiente. Ele gritou para os demais, mas os demais acharam que ele estava brincando e não prestaram socorro”, contou a tia-avó.
Mary Karolaine da Silva Santos, irmã de Jennifer, disse que, ao chegar ao local onde estava ocorrendo a festa, a criança já tinha sido levada para o hospital. “Minha irmã já estava morta. Ela pediu ‘por favor, por favor’ para ele não a empurrar, e ele fez isso”, contou Mary.
A Polícia Civil informou que a irmã da criança e a mãe do adolescente já foram ouvidas e que o adolescente teria foragido — segundo os familiares — com medo de represália.
Vânia pediu Justiça e afirmou que o sentimento era de “dor” e “revolta”.
“Quero Justiça! O que ele fez foi errado. Era minha companheirinha aqui, o tempo todo estava sempre do meu lado, da minha mãe. Fica aqui um sentimento de dor, revolta, de impunidade, mas eu garanto que esse crime não vai ficar impune. Peço a Justiça de Deus, mas que a Justiça dos homens não deixe impune”, desabafou a tia-avó.



