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Gleice de Assis foi executada com um disparo de arma de fogo na cabeça; o caso segue em investigação
Gleice de Assis Ferreira faria 23 anos nesta quarta-feira (7), mesmo dia em que seu corpo foi encontrado em uma área de mata no bairro Benedito Bentes, em Maceió. Segundo o delegado João Marcelo, ela foi executada com um disparo de arma de fogo na cabeça.
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O cadáver foi localizado em uma área de mata privada, dentro de uma fazenda ao lado do lixão. A polícia recebeu informações de que havia um corpo no local e enviou equipes para verificar a ocorrência.
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A suspeita de que a vítima seja Gleice ocorreu porque o corpo estava com roupas semelhantes às usadas pela jovem e apresentava sinais de uma tatuagem que ela tinha. O pai dela esteve na área de mata e reconheceu a camisola e a tatuagem.
A identificação oficial, no entanto, será confirmada após exames do Instituto Médico Legal (IML).
Ainda de acordo o delegado, não é possível afirmar se Gleice foi morta no local onde o corpo foi encontrado ou se foi levada para a área após a execução.
Irmão foi assassinado no ano passado
O delegado João Marcelo explicou que a história envolvendo Gleice começou após o assassinato do irmão dela, no ano passado. As investigações apontam que ele era odiado por uma facção criminosa e também havia sido orientado a deixar a localidade.
Como não saiu da região, acabou assassinado no bairro Ouro Preto. Depois da morte dele, Gleice também foi orientada a deixar o conjunto onde morava.
A jovem trabalhava em um restaurante, tinha filhos e não tinha envolvimento com o tráfico. Mesmo assim, após retornar para a localidade do Caetés, os integrantes da facção teriam se sentido desafiados pela presença dela.
Quatro homens invadiram imóvel
As informações do caso dão conta de que quatro homens encapuzados e armados invadiram a residência onde Gleice estava, no Conjunto Planalto, também no Benedito Bentes. Pessoas que estavam dentro do imóvel foram ouvidas pela polícia.
O ex-companheiro da jovem foi preso como suspeito do crime. Ele negou participação, mas, segundo a polícia, apresentou contradições durante o depoimento.
A investigação aponta ainda que, após o desaparecimento da mulher, o ex-companheiro deixou a região onde morava e passou a noite na parte baixa de Maceió.
Ele é apontado como integrante da facção criminosa e teria função de disciplina dentro do grupo. Segundo a polícia, também teria participado das ameaças feitas contra Gleice antes do desaparecimento.



