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Corpo de jovem levada por encapuzados é encontrado no dia em que ela faria 23 anos


Gleice de Assis foi executada com um disparo de arma de fogo na cabeça; o caso segue em investigação

Gleice de Assis Ferreira faria 23 anos nesta quarta-feira (7), mesmo dia em que seu corpo foi encontrado em uma área de mata no bairro Benedito Bentes, em Maceió. Segundo o delegado João Marcelo, ela foi executada com um disparo de arma de fogo na cabeça.

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O cadáver foi localizado em uma área de mata privada, dentro de uma fazenda ao lado do lixão. A polícia recebeu informações de que havia um corpo no local e enviou equipes para verificar a ocorrência.

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A suspeita de que a vítima seja Gleice ocorreu porque o corpo estava com roupas semelhantes às usadas pela jovem e apresentava sinais de uma tatuagem que ela tinha. O pai dela esteve na área de mata e reconheceu a camisola e a tatuagem.

A identificação oficial, no entanto, será confirmada após exames do Instituto Médico Legal (IML).

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Ainda de acordo o delegado, não é possível afirmar se Gleice foi morta no local onde o corpo foi encontrado ou se foi levada para a área após a execução.

Michelle Farias

Irmão foi assassinado no ano passado

O delegado João Marcelo explicou que a história envolvendo Gleice começou após o assassinato do irmão dela, no ano passado. As investigações apontam que ele era odiado por uma facção criminosa e também havia sido orientado a deixar a localidade.

Como não saiu da região, acabou assassinado no bairro Ouro Preto. Depois da morte dele, Gleice também foi orientada a deixar o conjunto onde morava.

A jovem trabalhava em um restaurante, tinha filhos e não tinha envolvimento com o tráfico. Mesmo assim, após retornar para a localidade do Caetés, os integrantes da facção teriam se sentido desafiados pela presença dela.

Michelle Farias

Quatro homens invadiram imóvel

As informações do caso dão conta de que quatro homens encapuzados e armados invadiram a residência onde Gleice estava, no Conjunto Planalto, também no Benedito Bentes. Pessoas que estavam dentro do imóvel foram ouvidas pela polícia.

O ex-companheiro da jovem foi preso como suspeito do crime. Ele negou participação, mas, segundo a polícia, apresentou contradições durante o depoimento.

A investigação aponta ainda que, após o desaparecimento da mulher, o ex-companheiro deixou a região onde morava e passou a noite na parte baixa de Maceió.

Ele é apontado como integrante da facção criminosa e teria função de disciplina dentro do grupo. Segundo a polícia, também teria participado das ameaças feitas contra Gleice antes do desaparecimento.



Fonte: Gazetaweb