São Paulo — O corpo de Gabriel Baeta Ceola Santana, de 23 anos, foi encontrado dentro de um carro, na tarde dessa quinta-feira (5/11), na Estrada Jorge Cremm, em Itapecerica da Serra, na região metropolitana. Segundo a Polícia Civil, a vítima estava enrolada em um cobertor.
O carro onde o corpo estava havia sido abandonado no dia anterior. Moradores denunciaram o carro parado no local.
Equipes da Guarda Civil Municipal foram à região e observaram o que parecia ser um corpo no porta-malas. O veículo estava fechado e a abertura foi feita diante da chegada de agentes da Polícia Civil.
A polícia apurou que o carro está no nome de uma mulher, mais tarde comunicada sobre o caso. A expectativa é a de que ela preste depoimento nos próximos dias.
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do Metrópoles SP
Inicialmente, a polícia trata o caso como homicídio.
21 corpos achados
Com o caso dessa quinta, são, pelo menos, 21 corpos achados em situações semelhantes na Grande São Paulo. No último dia 27/10, três suspeitos de participação em homicídios foram presos. Outros sete envolvidos fora identificados.
As apurações relativas aos corpos localizados são conduzidas pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), na capital, e pelas unidades responsáveis na região metropolitana, com o objetivo de identificar os suspeitos, individualizar as condutas e reunir as provas para responsabilizar os envolvidos.
Entre 5 de setembro e 6 de novembro, foram encontrados 21 corpos em ocorrências investigadas como homicídio, sendo 15 na capital e seis na região metropolitana — três em Itapecerica da Serra, um em Embu das Artes, um em São Bernardo do Campo e um em Diadema –, segundo levantamento da Polícia Civil.
São casos em que houve transporte e abandono dos corpos, em locais públicos após a execução, de pessoas ligadas ao cometimento de crimes diversos, como tráfico e roubo.
“Cada caso exige uma apuração própria, com análise dos vestígios, imagens, depoimentos e demais elementos de prova. A identificação dos suspeitos representa um avanço importante, mas o trabalho continua até que todas as circunstâncias dos crimes sejam esclarecidas e os responsáveis sejam levados à Justiça”, afirmou a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, ao descartar possível serial killer.



