Delegada Rosimeire Vieira
As investigações sobre a morte do adolescente Arthur Martiniano dos Santos Filho, de 17 anos, executado a tiros no município de Rio Largo, ganharam novos contornos com as informações divulgadas pela Polícia Civil de Alagoas. A delegada Rosemeire Vieira, responsável pelo caso, confirmou, em entrevista à TVPajuçara, que a principal linha de apuração aponta para…
As investigações sobre a morte do adolescente Arthur Martiniano dos Santos Filho, de 17 anos, executado a tiros no município de Rio Largo, ganharam novos contornos com as informações divulgadas pela Polícia Civil de Alagoas.
A delegada Rosemeire Vieira, responsável pelo caso, confirmou, em entrevista à TVPajuçara, que a principal linha de apuração aponta para um homicídio motivado por disputas no tráfico de drogas e confronto de territórios entre facções criminosas.
A equipe policial definiu a dinâmica do ataque a partir dos levantamentos iniciais realizados na cena do crime.
“Já está determinada essa dinâmica, segundo apurado ainda no local do crime. Esses homens chegaram ao local em que essa vítima estava em uma caminhonete e lá efetuaram nove disparos contra esse adolescente, de forma que ele sequer teve chance de ser socorrido. Faleceu no local”, afirmou a delegada Rosemeire Vieira.
Apesar de o jovem não possuir antecedentes criminais registrados nos sistemas policiais, os materiais apreendidos na residência dele e os relatos da própria família comprovaram o envolvimento direto com o crime organizado.
“A principal linha de investigação tem relação direta com o tráfico de drogas, considerando que esse adolescente, muito embora não existam registros policiais em desfavor dele, o histórico e as informações coletadas ainda em local de crime também, junto à própria família, revelam a estreita relação dele não só com o tráfico, como também com facção criminosa. Nas diligências que foram efetuadas por essa equipe que atendeu ao local de crime, na residência inclusive dessa vítima, no quarto em que ele dormia, foram encontrados drogas, radiocomunicadores, telefones, que não deixam nenhuma dúvida de que ele tinha sim uma estreita relação com o tráfico de drogas”, destacou a autoridade policial.
A mudança recente de endereço do adolescente pode ter desencadeado a ação dos criminosos na região.
“Outro ponto a se considerar também é que ele residia em uma outra localidade, tinha cerca de três meses que ele passou a habitar nesse conjunto e que talvez o fato de ele ser novo na região e estar traficando na localidade tenha, de alguma forma, despertado a fúria de quem, digamos assim, seja o proprietário, o dono daquela boca, e isso também seja o motivo dessa morte”, explicou Rosemeire Vieira.
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A delegada enfatizou a rigidez com que as organizações criminosas demarcam suas áreas de atuação.
“Nós sabemos que quando se trata de tráfico de drogas, as áreas são bem delimitadas, de modo que quem é de outra localidade, que chega ali, não pode comercializar entorpecente na área de uma outra pessoa”, ressaltou.
A Polícia Civil busca agora imagens de câmeras de segurança para esclarecer inconsistências sobre o veículo utilizado pelos executores.
“A polícia trabalha agora na coleta de imagens para que a gente possa identificar de fato esse veículo, que supostamente seria uma caminhonete, mas ainda não existe nenhuma confirmação nesse sentido. Alguns desencontros em relação à cor desse veículo também. Então, as imagens agora é o passo crucial para que a gente determine qual veículo, a cor desse veículo, a placa do veículo, de modo que a gente consiga avançar na identificação desses homens”, concluiu a delegada.
As autoridades reforçam o apelo para que a população envie informações anônimas pelo Disque Denúncia (181), auxiliando no mapeamento dos suspeitos e na apreensão do veículo envolvido na execução.
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