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Dona de salão onde morreu professora não tem registro de biomédica no DF


A dona do salão onde morreu a professora Lidiane Gomes de Souza Alves, aos 50 anos, não possui registro de biomédica no Conselho Regional de Biomedicina da 3ª Região (CRBM-3), que abrange profissionais do Distrito Federal, Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Minas Gerais. A empresária não possuía a licença necessária para administrar e aplicar os produtos químicos que podem ter causado a morte da docente por reação alérgica. O Metrópoles não vai divulgar o nome da empresária, pelo fato de ainda não haver inquérito aberto contra ela.

A 23ª Delegacia de Polícia (P Sul) investiga a morte da professora, ocorrida no último dia 5 de setembro, após sofrer um choque anafilático, provocado por uma grave reação alérgica. O Metrópoles apurou que Lidiane foi ao salão para receber uma aplicação de complexo vitamínico, indicado para o tratamento de queda de cabelo. A medicação teria sido administrada por meio de uma injeção no glúteo.

Segundo o delegado Petter Ranquetat, a apuração está em andamento e ainda não conseguiu identificar qual substância, de fato, desencadeou a reação alérgica fatal em Lidiane – visto que ela já teria sido submetida a outros procedimentos químicos nos cabelos.

O salão de beleza foi fechado pela PCDF no dia do crime e desde então, o estabelecimento não chegou a ser reaberto. O Metrópoles esteve no local e o local de portas fechadas. A empresária morava com a sua família no mesmo lote. Por lá, estão apenas manequins e alguns filhotes de gatos de estimação.

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do Metrópoles DF

“Após o fato, a PCDF fez a perícia no local e apreendeu inúmeros produtos, os quais estão sob análise do Instituto de Criminalística”. Na sequência fechou o estabelecimento”, explicou o delegado Petter.

A dona do salão de beleza chegou a comparecer a 23ª DP junto de um advogado, mas permaneceu em silêncio e não prestou depoimento.

A Polícia Civil aguarda, também, o resultado do laudo cadavérico elaborado pelo Instituto Médico Legal (IML) para concluir qual produto pode ter causado a morte de Lidiane. O caso é tratado como possível homicídio culposo e exercício ilegal da medicina.


Materiais apreendidos

Entre os materiais apreendidos pela Polícia Civil estão caixas com diferentes substâncias, além de seringas utilizadas no procedimento e frascos com líquidos. Os produtos encontrados foram identificados nas embalagens como:

  • Nicotinamide (nicotinamida): forma da vitamina B3, encontrada em produtos cosméticos e dermatológicos.
  • Hyaluronic Acid (ácido hialurônico): substância utilizada em produtos e procedimentos estéticos, especialmente para hidratação da pele.
  • Sheep Placenta Collagen: produto identificado na embalagem como colágeno de placenta de ovelha, comercializado em algumas formulações cosméticas.
  • Niacinamide + Peptide: combinação de niacinamida, forma da vitamina B3, com peptídeos, presente em produtos voltados aos cuidados com a pele.
  • GHK-Cu: peptídeo ligado ao cobre, encontrado em algumas formulações cosméticas e dermatológicas, inclusive voltadas à pele e aos cabelos.

Mais detalhes sobre a morte

À Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o marido de Lidiane Gomes de Souza Alves, Valdeci Alves, disse que a esposa começou a passar mal duas horas após receber uma injeção para queda de cabelo em um salão de beleza no Setor P Sul, em Ceilândia.

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Investigação da 23ª DP busca identificar qual substância provocou a reação alérgica que levou à morte da professora
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Investigação da 23ª DP busca identificar qual substância provocou a reação alérgica que levou à morte da professora

Arquivo pessoal

Lidiane Gomes de Souza Alves, de 50 anos, passou mal após receber uma medicação injetável para queda de cabelo em um salão de beleza de Ceilândia
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Lidiane Gomes de Souza Alves, de 50 anos, passou mal após receber uma medicação injetável para queda de cabelo em um salão de beleza de Ceilândia

Arquivo pessoal

Polícia Civil apreendeu seringas, frascos e caixas de substâncias no estabelecimento onde Lidiane teria recebido a medicação
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Polícia Civil apreendeu seringas, frascos e caixas de substâncias no estabelecimento onde Lidiane teria recebido a medicação

Arquivo pessoal

Dona de salão onde morreu professora não tem registro de biomédica no DF - imagem 4

O marido de Lidiane foi quem a socorreu. Segundo Valdeci, a mulher saiu de casa por volta das 16h dizendo que iria a um salão de beleza. Cerca de duas horas depois, voltou passando mal e com falta de ar. Ele a levou imediatamente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do P Norte, onde foi atendida. A professora não resistiu e veio a óbito na unidade de saúde.

À reportagem, Valdeci disse que não sabia que Lidiane faria o procedimento e que ela não costumava frequentar aquele salão em específico. “Ela não tinha nenhum problema de saúde, só bronquite asmática, desde criança. Não tomava nenhum remédio de uso contínuo. A queda de cabelo também era normal, nada acentuado. Muito pelo contrário, ela tinha bastante cabelo”, relatou.

Assim que chegou à UPA do P Norte, a professora foi encaminhada para a sala vermelha, devido à gravidade do caso. No local, a equipe médica questionou o marido sobre quais medicações ela teria recebido.

Valdeci retornou ao salão de beleza e fotografou os medicamento utilizados e levou à unidade de saúde, acompanhado pela pessoa responsável pela aplicação da medicação. Durante o trajeto, ela teria informado que era biomédica e mostrado ao marido uma lista com nomes de outras pessoas as quais também teria aplicado medicamentos no salão. A mulher não foi encontrada depois disso.



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