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Em convenção do PL-SC, Flávio Bolsonaro pede voto. Lei proíbe


O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, pediu votos durante participação na convenção do Partido Liberal de Santa Catarina. A Legislação eleitoral proíbe o pedido explícito de voto antes de 16 de agosto.

Durante  evento que lançou os nomes de Jorginho Mello (PL) para o governo de SC e Carol De Toni (PL) e Carlos Bolsonaro ao Senado, Flávio fez o discurso final e alegou que o Brasil “não vive uma ditadura plena”.

“Até aqueles que não gostam de Flávio, votem no Flávio, porque nem isso (votar) vocês poderão fazer com mais um governo dessa quadrilha que tomou conta do nosso país”, completou.

Confira o momento:

No discurso, Flávio ainda alegou que Lula seria autoritário. “Esse projeto de ditador que é o Lula não vai se criar, porque a gente vai demitir ele em outubro deste ano. Eu, junto com vocês, vamos tirar ele”, disse.


O que diz a lei

  • Na prática, os pré-candidatos viram oficialmente candidatos depois de serem referendados pelos correligionários nas convenções partidárias. No entanto, eles ainda não podem pedir votos, segundo a lei.
  • Depois das convenções, as siglas têm até 15 de agosto para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral. No dia seguinte, começa oficialmente a propaganda eleitoral nas ruas e na internet. Até lá, pedir votos é expressamente proibido.
  • Na fase da pré-campanha eleitoral, os cotados podem mencionar a possível candidatura, divulgar suas propostas em entrevistas, debates e também nas redes sociais, além de participar de eventos partidários fechados.
  • Também estão autorizados a pedir apoio político (sem pedido de voto), fazer viagens políticas pelo estado e participar de encontros com setores econômicos, sociais e com lideranças locais.

Lula também pediu votos na Bahia

Mais cedo, na convenção do PT que oficializou o nome de Jerônimo Rodrigues ao governo da Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu votos para si mesmo nas eleições de outubro e para os candidatos do partido ao Senado: Jaques Wagner e Rui Costa.

“Então, depois que vocês votarem em deputado estadual e deputada estadual, votar em deputado federal e deputada federal, votar em senador da República e votar no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim, que eu agradeço a todos vocês a lembrança”, disse Lula.

Horas depois, a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou vai acionar a Justiça Eleitoral após o presidente Lula pedir votos.



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