INVESTIGAÇÃO
Sócios foram indiciados e denunciados após investigação sobre contrato de R$ 10 milhões para ornamentação natalina em Aracaju
A empresa ligada aos R$ 2 milhões apreendidos em Maceió já foi investigada pela Polícia Civil de Sergipe por suspeita de superfaturamento em um contrato de R$ 10 milhões firmado com a Prefeitura de Aracaju para a ornamentação natalina de 2024. A investigação resultou no indiciamento dos sócios e em denúncia do Ministério Público por crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro.
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A informação foi confirmada nesta quarta-feira (23), durante uma reunião entre policiais civis dos dois estados para a troca de informações sobre a apreensão do dinheiro, ocorrida na última sexta-feira (18), no bairro do Farol, em Maceió.
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Segundo a Polícia Civil de Alagoas, a investigação realizada em Sergipe apontou que o custo estimado para a execução do serviço seria de aproximadamente R$ 5 milhões, enquanto o contrato firmado com a Prefeitura de Aracaju tinha valor de R$ 10 milhões. A diferença de R$ 5 milhões é investigada como possível superfaturamento.
O delegado Hilton Duarte, da Polícia Civil de Sergipe, esteve em Maceió acompanhado de uma equipe para compartilhar informações sobre a investigação realizada naquele estado. O grupo foi recebido pelo delegado Igor Diego, diretor da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco).
Investigação em Sergipe
De acordo com Hilton Duarte, a empresa já havia sido investigada pelo Departamento de Crimes contra a Administração Pública (Deltap), em Sergipe. O inquérito foi encaminhado à Justiça e houve denúncia do Ministério Público.
“Essa empresa já foi investigada lá em Sergipe, através do Deltap, um inquérito que foi encaminhado para a Justiça e houve inclusive denúncia. O processo está regular, está em trâmite”, afirmou o delegado.
Segundo as informações apresentadas pela Polícia Civil, os sócios da empresa foram indiciados no decorrer da investigação e posteriormente denunciados pelo Ministério Público por crimes de lavagem de dinheiro e contra a administração pública.
O contrato investigado foi firmado com a Prefeitura de Aracaju para a ornamentação natalina de 2024. Conforme a apuração, o valor necessário para a realização do serviço teria sido estimado em cerca de R$ 5 milhões, enquanto o contrato alcançou R$ 10 milhões.
Troca de informações entre as polícias
A presença da equipe de Sergipe em Maceió ocorreu após a apreensão dos R$ 2 milhões em espécie. O objetivo é compartilhar elementos que possam contribuir para esclarecer a origem e a finalidade do dinheiro.
Os valores foram encontrados por policiais do Batalhão de Rotam após dois homens ligados à empresa deixarem uma agência bancária no bairro do Farol.
A Polícia Civil de Alagoas investiga a origem e a finalidade dos R$ 2 milhões. Segundo os investigadores, o dinheiro seria levado para a sede da empresa e posteriormente entregue à proprietária.
A proprietária e os demais sócios da empresa deverão ser chamados para apresentar documentos e prestar esclarecimentos sobre a movimentação financeira.
Para Hilton Duarte, a troca de informações pode contribuir para o avanço das investigações nos dois estados.
“A gente veio até Maceió para trocar mais informações sobre essa investigação”, afirmou.
Segundo o delegado, a cooperação também pode permitir a identificação de novos elementos relacionados ao caso.
“Essa troca de informação é importante para a gente trazer mais elementos para a investigação de vocês e também para a gente tentar colher fatos novos que interessem à investigação”, explicou.
R$ 2 milhões continuam à disposição da Justiça
Os R$ 2 milhões apreendidos em Maceió foram depositados em uma conta judicial e permanecem à disposição da Justiça.
A Polícia Civil de Alagoas ainda não afirma que os valores tenham relação direta com a investigação realizada em Sergipe. O histórico da empresa passou a ser analisado pelos investigadores alagoanos como uma nova informação dentro da apuração sobre o dinheiro apreendido.
A investigação em Alagoas busca esclarecer a origem, a movimentação e a finalidade dos R$ 2 milhões, além de verificar se há alguma relação entre os valores e os fatos investigados anteriormente em Sergipe.
Até o momento, qualquer eventual ligação entre o dinheiro apreendido em Maceió e o contrato investigado em Aracaju permanece sob apuração.




