A defesa do empresário da saúde Thiago Telles Batista de Souza – que sofreu busca e apreensão em dezembro passado por suspeita de vinculação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) – disse ao Metrópoles na sexta-feira (29/5) que ele não tem vinculação com a facção e que os valores que enviou às firmas associadas aos criminosos se referem a compras de carro de luxo.
Segundo o advogado Leandro Pozon, seu cliente “não tem vínculo nenhum com o PCC”. O empresário foi controlador de empresas com contratos na em hospitais de Goiás (foto acima) na gestão do candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD, ex-UB) .
Os registros obtidos pela Polícia Civil mostram pagamentos de Telles para a Keycar Veículos, que pertenceria a intermediários do PCC para lavar dinheiro oriundo do narcotráfico, jogos ilegais e golpes. “Há uma má interpretação ali do que foi inicialmente utilizado para fazer essa operação”, disse Pozon ao Metrópoles na tarde de sexta-feira (29/5).
“Na Keycar, houve uma movimentação financeira para a aquisição de carros. Ele fez essa questão infeliz de comprar carros de uma empresa que tem renome aqui em São Paulo. Durante um período três ou quatro anos, ele comprou ali três ou quatro veículos. Isso foi esclarecido com documentos, com lastro contábil e fiscal, na delegacia. Teve Porsche, teve veículos de alto padrão.”
“Não existe nenhum vínculo do Thiago com tráfico, com jogos de azar, atividades ilegais, absolutamente nada.”
Leandro Pozon, advogado


