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Escândalo Epstein: Reino Unido divulga novos documentos sobre Andrew


Documentos divulgados pelo governo do Reino Unido nesta quinta-feira (21/5) revelam detalhes da nomeação do ex-príncipe Andrew como representante especial para comércio e investimentos do país, cargo ocupado entre 2001 e 2011. A função voltou a ser alvo de questionamentos após a repercussão da relação do príncipe com Jeffrey Epstein.

Em fevereiro, parlamentares aprovaram uma medida exigindo a divulgação dos documentos após Andrew Mountbatten-Windsor ser preso sob suspeita de compartilhar informações do governo com Jeffrey Epstein durante o período em que atuava como enviado comercial do Reino Unido.

Os arquivos foram liberados após uma solicitação aprovada pela Câmara. Segundo o documento, o material reúne registros sobre a criação do cargo, incluindo:

  • A proposta formal de nomeação aos Ministros;
  • Evidências de que os ministros estavam satisfeitos com a proposta;
  • Comunicação interna a todos os funcionários da área comercial sobre a função;
  • Materiais para coletivas de imprensa e perguntas e respostas.

O ministro de estado do Reino Unido, Chris Bryant, afirmou nesta quinta, que não foram encontrados “evidências de que tenha sido realizado um processo formal de due diligence ou verificação de antecedentes”.

Segundo ele, também não há indícios de que esse tipo de análise tenha sido considerado à época, “já que a nomeação era vista como uma continuidade do envolvimento da família real em ações de promoção do comércio e investimentos”.

“O governo está cooperando plenamente com a Polícia do Vale do Tâmisa na investigação sobre Andrew Mountbatten-Windsor e possível má conduta em cargo público”, ressaltou Chris Bryant.

Em uma carta, o chefe de uma associação comercial afirmou que a rainha Elizabeth II estava “muito interessada” em que Andrew assumisse um “papel de destaque” na promoção dos interesses nacionais da Grã-Bretanha.



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