Fábio Costa cobra Rodrigo Cunha em denúncia contra secretária de Saúde


Fabio Costa. Assessoria

A denúncia envolvendo a secretária de Saúde de Maceió, Lara Tenório, provocou reação do deputado federal Fábio Costa e coloca o prefeito Rodrigo Cunha sob pressão. Reportagens publicadas por veículos nacionais e locais apontam investigação sobre suspeita de fraude acadêmica, com uso de terceiros para realização de prova no curso de Medicina. O caso ainda está em apuração e não há conclusão oficial.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Fábio Costa classificou a denúncia como “gravíssima” e cobrou providências do prefeito. “Rodrigo Cunha tem a obrigação de adotar as medidas cabíveis imediatamente”, afirmou.

A crítica ganha peso porque parte de um político do seu campo. Até o início deste mês, Fábio Costa integrava o grupo de JHC e Rodrigo Cunha. O afastamento veio após a mudança partidária do ex-prefeito, que deixou o PL e se filiou ao PSDB. Com isso, o deputado, que permaneceu no PP, perdeu espaço na estrutura da Prefeitura de Maceió e passou a se distanciar da gestão, adotando agora um tom que indica evolução para um possível rompimento.

A nomeação de Lara Tenório para a Secretaria de Saúde ocorreu dentro de uma composição do grupo de JHC. Ela é esposa de Tenorinho Malta, ex-prefeito de Inhapi, aliado político e pré-candidato a deputado estadual pelo PSDB. Ao cobrar Rodrigo, Fábio também atinge uma indicação associada diretamente ao entorno do ex-prefeito.

Para Rodrigo Cunha, o episódio cria um dilema.

De um lado, a cobrança envolve a gestão e dialoga com um tema que impacta diretamente sua imagem, já que o prefeito construiu parte de sua trajetória com base no discurso de combate à corrupção e defesa de padrões éticos na administração pública.

De outro lado, há o compromisso político assumido com JHC e seu grupo, que vem sendo preservado desde a posse, com a manutenção da estrutura administrativa e das indicações feitas na gestão anterior para garantir estabilidade e dar suporte ao projeto político em curso.

A decisão, nesse contexto, envolve custos em qualquer direção. A permanência da secretária pode ampliar o desgaste político diante da repercussão do caso e da pressão de adversários. Uma eventual substituição, por sua vez, pode gerar ruídos internos e afetar a composição política construída, especialmente num momento em que o grupo ainda busca consolidar seu projeto para 2026.

Até o momento, não há sinal público de mudança. Rodrigo Cunha tem dado sinais que pretende manter compromissos e dar continuidade à gestão, mas a condução do caso passa a ser acompanhada de perto por aliados e adversários





Fonte: Gazetaweb