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Familiares de suspeito de atirar em tenente são ouvidos em delegacia


A esposa e o enteado de Hércules da Costa Siqueira, o “Golias”, suspeito de atirar contra o tenente das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) Ronickson Pimentel dos Santos, foram conduzidos à delegacia que investiga o crime, na noite dessa quinta-feira (23/7).

Segundo a Polícia Militar, os dois estariam envolvidos no atentado, ocorrido no dia 27 de junho, em São Caetano do Sul, no ABC paulista. A ação foi motivada por uma denúncia anônima que indicava o possível paradeiro de Claudia, esposa de Hércules.

A mulher teria auxiliado a fuga do investigado logo após o crime. Ela estava com seu filho, Vinicius, que teria atuado no monitoramento da rotina do tenente Pimentel nos dias que antecederam o atentado, levantando informações que viabilizaram a emboscada, de acordo com a PM.

Os dois foram conduzidos ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), onde foram adotadas as providências de polícia judiciária. Dois aparelhos celulares foram apreendidos e serão submetidos a perícia.

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do Metrópoles SP

Golias segue foragido. Ele teve a prisão temporária decretada pela Justiça e seu nome foi incluído na lista da Difusão Vermelha da Interpol.

Foragido

Hércules foi flagrado caminhando em uma estrada de terra, em Peruíbe, no litoral de São Paulo. Imagens obtidas pelo Metrópoles (veja abaixo) mostram o suspeito com uma criança no colo, acompanhado de duas mulheres, no dia 30 de junho, por volta das 23h50. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) oferece recompensa de R$ 50 mil para quem passar informações que levem ao paradeiro de Golias.

O último possível ponto de passagem dele e dos familiares, identificado pelas forças de segurança, foi uma pousada em Peruíbe ligada a Elenilson Misael da Silva, de 47 anos, conhecido como GalegoElenilson morreu durante um suposto confronto com equipes da Rota, no dia 2 de julho após ser localizado dentro de uma caminhonete.

Dois outros suspeitos de envolvimento no caso — Marcos Vinícius Dias Machado, de 40 anos, e Carlos Roberto Ferreira, 52 — estão presos temporariamente no 1º Distrito Policial de São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo, desde o último dia 28 de junho. Eles são apontados como participantes da emboscada contra o policial.

Investigação

A principal linha de investigação aponta que Hércules e Elenilson poderiam integrar o mesmo núcleo criminoso ligado ao atentado.

Os dois são investigados por possíveis atuações na preparação, na logística, na fuga e no apoio aos envolvidos no ataque. A decisão que determinou a prisão de Hércules também autorizou buscas em endereços ligados ao suspeito e à quebra dos sigilos telefônico e telemático. A intenção é reconstruir os passos dos envolvidos antes e depois da tentativa de homicídio.

Para a Justiça, há indícios de uma ação organizada, com divisão de tarefas, utilização de veículos de apoio e medidas destinadas a esconder provas.

A prioridade das forças de segurança é encontrar Hércules, identificar quem estaria ajudando o foragido e evitar que ele consiga deixar São Paulo ou fugir do Brasil. O Metrópoles apurou que ele tem passagens por homicídio, tentativa de homicídio e por três roubos.



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