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Flávio pede direito de resposta a vídeo de Lula com seu “currículo”


A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lhe conceda direito de resposta no tempo de televisão de Lula (PT) para rebater falsas acusações presentes em um vídeo no qual o petista apresentava um “currículo” do adversário.

No domingo (30), a ministra Estela Aranha concedeu liminar determinando a suspensão imediata da propaganda, exibida no primeiro programa eleitoral de Lula na televisão, no sábado (29/8), e nas redes sociais durante a sabatina de Flávio no Jornal Nacional, na sexta-feira (28/8).

O material incluía no currículo de Flávio referências a “funcionário fantasma”, “lavagem de dinheiro e organização criminosa”, além de menções a Adriano da Nóbrega e ao caso Banco Master. “Não dá para confiar nesse sujeito. Flávio, o pior dos Bolsonaros”, dizia o vídeo.

Agora, a campanha de Flávio quer o mesmo espaço para responder aos ataques. Os advogados do PL citam que a peça utilizava um documento “fake” (o currículo) como se fosse verdadeiro, apontam que Flávio nunca teve um funcionário fantasma no gabinete em Brasília, como acusa o PT, a afirmação de que ele é “denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo da rachadinha” passa ao eleitor a falsa impressão de que ele está atualmente denunciado, quando a denúncia já foi arquivada.

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do Metrópoles

Outro ponto contestado é a afirmação de que Flávio “homenageou o líder do maior grupo de matadores de aluguel do Rio de Janeiro”, em referência a Adriano da Nóbrega. A defesa do candidato do PL lembra que Flávio concedeu a medalha em 2005, quando ele estava preso por matar uma pessoa em situação de conflito, pelo que foi absolvido. E que à época não se tinha notícia de que o militar integrava qualquer grupo clandestino.

Por fim, os advogados rejeitam que Flávio tenha sido “flagrado pela Polícia Federal pedindo 134 milhões no escândalo do Banco Master”. Para a defesa de Flávio, a situação já foi “devidamente esclarecida” e em nada se assemelha a situação de flagrância –  o candidato tem sido cobrado porque nem ele nem a produtora Dark Horse até aqui demonstraram como foi utilizada a verba pedida pelo senador e disponibilizada pelo banqueiro preso.

No pedido apresentado ao TSE, e que será julgado pela ministra Estela Aranha, a campanha quer a determinação de veiculação da resposta
nos mesmos blocos de inserção em que foi veiculado o vídeo, pelo prazo não inferior a 1 minuto. De acordo com levantamento do PL, a peça foi ao ar 92 vezes, em 30 emissoras, por 46 minutos no total.



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