O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, sancionou, nesta terça-feira (29/9), 46 pessoas físicas e jurídicas ligadas à facção Los Mayos, do Cartel de Sinaloa, no México. Entre os alvos está Ismael Zambada Sicairos, conhecido como “El Mayito Flaco”, apontado pelo governo americano como líder do grupo.
A lista inclui 21 pessoas físicas e 25 empresas, segundo o Tesouro. Também foram sancionados integrantes da estrutura criminosa, supostos lavadores de dinheiro e políticos mexicanos que, de acordo com as autoridades americanas, teriam fornecido proteção às operações do cartel na região da Baixa Califórnia.
Entre os citados estão Carlos Alberto Torres Torres, Luis Alfonso Torres Torres e Pedro Ariel Mendívil García, identificados pela Ofac como operadores políticos. Mendívil García é apontado como ex-diretor de Segurança Pública de Mexicali.
Segundo o governo dos EUA, os três teriam conspirado para oferecer proteção às atividades de Los Mayos na Baixa Califórnia, especialmente em Mexicali e Tijuana.
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do Metrópoles
A ação também atingiu Juan José Ponce Félix, conhecido como “El Ruso”, apontado como chefe da praça de Mexicali e integrante da estrutura de Los Mayos.

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Ismael Zambada Sicairos (também conhecido como “Mayito Flaco”)
Divulgação/Departamento do Tesouro dos EUA

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Quem é “El Mayito Flaco”
- Ismael Zambada Sicairos, conhecido como “El Mayito Flaco”, é apontado pelos Estados Unidos como uma das principais figuras da facção Los Mayos, uma das estruturas do Cartel de Sinaloa.
- O Departamento do Tesouro afirma que Los Mayos participa do tráfico de drogas sintéticas, incluindo fentanil, além de outras atividades criminosas e de lavagem de dinheiro.
- A facção é associada à estrutura historicamente ligada a Ismael “El Mayo” Zambada, um dos fundadores do Cartel de Sinaloa.
- Relatórios do próprio Tesouro descrevem Los Mayos como uma das principais facções do cartel e apontam sua participação no fornecimento e tráfico de fentanil, metanfetamina e cocaína.
Rede de proteção política
Em comunicado, o Tesouro americano afirmou que a rede sancionada reúne chefes de células criminosas, facilitadores financeiros e funcionários mexicanos que, segundo os Estados Unidos, permitem que o Cartel de Sinaloa opere na região da fronteira entre os dois países.
O governo norte-americano afirmou que a medida busca atingir não apenas a estrutura operacional do cartel, mas também os mecanismos financeiros e políticos que sustentariam suas atividades. As autoridades dos EUA também citaram associados do ex-marido da governadora da Baixa Califórnia entre os envolvidos na rede.



