Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado e Congresso- Foto: Carlos Moura/ Agência Senado.
A semana começou, no governo, com a certeza de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), vai pisar no freio da tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pode acabar com a jornada de trabalho de 44 horas semanais, a escala 6 por 1. Com as festas de São João que esvaziam o Congresso, recesso de meio de ano e as eleições, a aposta é que o senador só coloque o item para votação após o período eleitoral, ou seja, com sorte, novembro ou dezembro.
Nem convidou
Lula parece ter esquecido que o Congresso é bicameral e ignorou a existência de Alcolumbre na reunião de ontem (25), no Planalto.
Fogo baixo
Alcolumbre não deve atuar ativamente contra a PEC, mas o texto deve seguir o fluxo normal. Sem pressa, por exemplo, para escolher relator.
Falta consenso
Outro ponto é que o texto deve sofrer alterações no Senado. O prazo de transição para alteração é ponto de divergência entre parlamentares.
Cabeça de bacalhau
Na Câmara, Hugo Motta (Rep-PB) acelerou o projeto e até marcou sessões deliberativas às sextas-feiras, coisa raríssima na Casa.
Presidente Lula (PT) – (Foto: Ricardo Stuckert/PR).
Lula decreta fim da internet livre, Congresso se omite
Decretos de Lula (PT) fixando controle do seu governo sobre o conteúdo das redes sociais, roubando as prerrogativas do Congresso Nacional, reforça a grave omissão dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB). Eles poderiam reagir à inciativa autoritária de Lula com instrumentos democráticos em defesa das instituições, anulando a norma, mas mantêm acovardado silêncio. O advogado Luiz Augusto D’Urso, especialista em direito digital, advertiu no programa Pânico que o decreto é grave risco à liberdade de expressão.
Poder dispensável
Tem sido recorrente no regime (Lula e aliados no STF) desqualificar e neutralizar o Legislativo como se a ideia fosse torná-lo dispensável.
Só um coadjuvante
Essa paralisia sistemática de dignidade esvazia o papel do Legislativo, eleito pela população, reduzindo-o a coadjuvante do Planalto e do STF.
Internet livre agoniza
O decreto autoritário obriga as plataformas a estabelecer a autocensura, ferindo de morte a internet livre, adverte o professor no MBA da FGV.
Sobreviver é a meta
Deve ser hoje (26) reunião de PSDB e Cidadania em torno do deputado tucano Aécio Neves à Presidência da República. Não é pra valer: a ideia é apenas tentar puxar mais votos para tirar o PSDB da rota de extinção.
Não é brincadeira
A previsão é que dure cerca de três semanas o tratamento de Lula após retirar um câncer de pele. O tratamento, muito duro, trata de uma doença grave, e inclui 15 sessões de radioterapia. Começou ontem.
Incerteza geral
Até a pesquisa contratada pelo BTG junto a FSB, de ricos contratos no governo do PT, ainda aposta na incerteza entre Lula e o Flávio Bolsonaro (PL): a previsão ainda é de 47% a 43%: empate técnico no 2º turno.
Entra e sai
Teve mudança na equipe de comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Sai Marcello Lopes e entram os sócios Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer. Fischer é ex-sócio de Roberto Justus.
Reta final
A Lei da Dosimetria deve ser julgada até a próxima semana no Supremo Tribunal Federal. A Advocacia-Geral da União já apresentou parecer (contrário). Falta o posicionamento da Procuradoria-Geral da República.
Homeschooling
A deputada Carol de Toni (PL-SC) quer anistiar pais e responsáveis investigados, processados, condenados ou penalizados por adotarem a educação domiciliar, o homeschooling. Já apresentou o projeto de lei.
Para todos os gostos
Apenas nos últimos sete dias foram registradas 35 pesquisas eleitorais, no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que vão avaliar em que pé está a disputa para presidente da República, este ano.
Impacto mínimo
Valdemar Costa Neto disse ter certeza de que Flávio Bolsonaro passaria por algum desgaste eleitoral antes da eleição de outubro. “Até que não foi tão grande”, minimizou ontem o presidente do PL.
Pergunta na grandeza
E se todo o sistema for de “terceira divisão”?




