VEJA!
Com mais de 27 milhões de seguidores, Lucas Lira e Bruna Sanaika faziam propaganda e defendiam a casa
Citados no inquérito civil obtido pelo Metrópoles que pede a condenação da plataforma de apostas esportivas Blaze e da influenciadora Virginia Fonseca, Lucas Lira, de 34 anos, e Bruna Sunaika, de 31 anos, casal de influenciadores do Distrito Federal, faziam propaganda dos jogos e defendiam o site nas redes sociais.
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Juntos há mais de 10 anos, eles colecionam mais de 27 milhões de seguidores no Instagram e no YouTube, onde compartilham a rotina familiar e vídeos de humor.
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O casal divulgou abertamente a casa de apostas nas redes sociais. Em um dos vídeos, Lucas Lira chegou a mostrar que teria lucrado mais de R$ 10 mil, para encorajar os seguidores a apostarem. Na ocasião, o influencer apareceu extremamente eufórico e gritando: “Parou! R$ 10 mil! R$ 10.530! Ah, moleque!”
Por outro lado, Bruna Sunaika chegou a divulgar, em um vídeo no YouTube, a gravação de uma tela que mostra ela ganhando ao apostar R$ 500 e, depois perdendo, ao colocar R$ 300 na plataforma da Blaze. Após perder, ela diz que “tem que ter consciência da hora de parar”.
Atualmente, não há nenhuma citação da Blaze nas redes sociais do casal. Os dois foram procurados via assessoria para se manifestarem, mas até o momento não se pronunciaram.
“Nunca divulgaria algo que sei que tem problema envolvido”
Em 2023, os influenciadores Lucas e Bruna usaram as redes para falar sobre sites de apostas. Na época, eles chegaram a dizer que jamais divulgariam algo que soubesse ser uma fraude.
“Nunca divulgaria algo que sei que tem problema envolvido, nunca faria isso. Nunca fiz, sabe? Nunca vim aqui falar que é uma casa de apostas que vai te dar uma renda extra. Isso não existe”, disse Lira em stories divulgado na época.
Já Bruna defendeu que “como qualquer outro jogo qualquer, há possibilidade de você ganhar e tem a possibilidade de você perder”.
A influencer chegou a destacar que a pessoa que aposta está assumindo o risco e que nunca teria dito que a Blaze é uma renda extra. “Você é responsável pelo que você está apostando. Não estou falando para você pegar um dinheiro que vai te fazer falta e ir lá e apostar”, destacou Bruna Sunaika.
Nascido em Samambaia (DF), Lucas Lira conheceu a mineira Bruna na capital federal. Ele estão juntos há mais de 10 anos. Atualmente, o casal mora em uma mansão em área nobre de Brasília (DF) com os dois filhos e compartilham uma rotina de viagens.
Citação em inquérito
A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) determinou nessa quarta-feira (8/7) que a Blaze apresente cópias dos contratos firmados Lucas Lira e Bruna Sunaika.
Além deles, Virginia Fonseca e o atleta Neymar Júnior também foram citados. Apesar disso, somente Virginia se tornou ré na ação inicial.
A promotoria quer analisar o tipo de campanha que eles faziam. O objetivo principal é verificar se eles usavam termos enganosos, como a promessa de “renda extra”, para atrair seguidores para a plataforma de apostas.
Ação do MP
O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) protocolou uma ação civil pública contra a influenciadora Virginia Fonseca. O processo foi apresentado no Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) na quarta-feira (8/7).
Na ação, obtida pelo Metrópoles, o MP pediu que Virginia e a casa de apostas Blaze sejam condenadas a pagar um valor mínimo de R$ 120 milhões em indenização por danos morais coletivos.
O jogador da Seleção Brasileira Neymar Júnior também foi citado em ação civil pública do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) que pede a condenação plataforma de apostas on-line Blaze e da influenciadora Virginia Fonseca.
Segundo o MP, a imagem global de Neymar era usada de forma estratégica para atrair as pessoas com falsas promessas de “renda extra”, o que aumentou o prejuízo dos consumidores
A Blaze terá 15 dias para prestar esclarecimentos sobre os procedimentos de abertura, manutenção, bloqueio e encerramento de contas, além de apresentar informações sobre valores retidos, políticas de bônus e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro.
O MP pediu que a Justiça do DF defira uma tutela de urgência para que Virginia remova das redes sociais, imediatamente, “todo conteúdo publicitário relacionado a apostas que prometa lucros irreais; induza o consumidor a erro; estimule apostas em time, evento ou condição esportiva específica; ou utilize dark patterns e publicidade disfarçada em conteúdos de natureza pessoal”.
A ação tramita na 7ª Vara Cível de Brasília. Ainda não há decisão.




