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Jornalistas da OAM projetam convocação de Ancelotti e dividem opiniões sobre Neymar


Lista final será anunciada na próxima segunda-feira (18), com transmissão da TV Gazeta

Stefan Matzke – sampics/Corbis via Getty Images

A contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 entrou oficialmente na reta decisiva. Na próxima segunda-feira (18), milhões de brasileiros irão parar diante das telas para conhecer os 26 jogadores escolhidos por Carlo Ancelotti para defender a Seleção Brasileira no Mundial. A convocação será realizada no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, em um dos momentos mais aguardados de todo o ciclo rumo ao sonho do hexacampeonato. A TV Gazeta de Alagoas terá cobertura especial, com transmissão ao vivo a partir das 16h30.

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A transmissão ao vivo pela TV Gazeta de Alagoas mobiliza toda a equipe esportiva da Organização Arnon de Mello (OAM), que já vive o clima de Copa dentro das redações da TV Gazeta, GazetaWeb, Gazeta de Alagoas e do Timaço na Gazeta. E, no centro dos debates, uma pergunta domina os bastidores: Neymar Jr. deve ou não estar na lista de Ancelotti?

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A resposta divide opiniões entre comentaristas, repórteres, cronistas, editores e produtores. De um lado, a leitura de que o camisa 10 ainda pode decidir jogos mesmo sem estar no auge físico. Do outro, a defesa de um ciclo que premie regularidade, intensidade e protagonismo recente.

“Não existe mais Neymar-dependência”, diz Marlon Araújo

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O comentarista e integrante do Timaço da Gazeta, Marlon Araújo, é favorável à convocação do craque, mas com uma ressalva importante: a Seleção não pode mais ser refém de um único jogador. Para Marlon, a presença de Neymar só não seria viável em caso de limitações físicas severas.

“Em uma competição de tiro curto não se pode abdicar de um talento como o dele. Mas entendendo claramente que não existe mais ‘Neymardependência’. A Seleção precisa ser coletiva acima de tudo”, destacou.

O repórter da Gazetaweb, Taynã Melo, apresenta uma visão mais crítica, mas admite que o contexto pode pesar a favor do camisa 10.

“As ausências de Estêvão e Rodrygo abriram brecha para o Neymar ter espaço. Particularmente, eu não levaria. Não acho que ele será o fator que desequilibra para o Brasil conquistar o hexacampeonato. Nas três Copas anteriores, esteve em melhores condições físicas e de ritmo, mas não conseguiu assumir esse protagonismo. Porém, a pressão midiática pode fazer o Ancelotti dar o braço a torcer. Por isso, acredito que ele estará entre os convocados”, avaliou.

“Experiência ainda pesa”, defende Fernanda Medeiros

Na mesma linha, a editora de esportes da Gazeta de Alagoas, Fernanda Medeiros, também é a favor da presença do atacante no grupo.

“Eu acho que deve ser convocado, sim. Ele é experiente. Sempre jogou bem, tem nome. Ainda dá para formar a Seleção Brasileira. Não é porque está ‘coroa’ que não serve”, afirmou.

“Pode ser útil em algum momento da Copa”, avalia Madson Delano

O coordenador de esportes da TV Gazeta, Madson Delano, reforça a visão de que Neymar ainda pode ser peça importante dentro do elenco de Ancelotti.

“É um jogador de qualidades excepcionais. Se estiver bem clinicamente e fisicamente, eu levaria sim. O Neymar pode ajudar a Seleção em algum momento da Copa”, disse.

(Getty Images)

Jovens vozes também defendem o camisa 10

Entre os profissionais mais jovens da redação da OAM, o debate sobre Neymar também ganha força e com visões mais abertas sobre o impacto do camisa 10 na Copa do Mundo de 2026. A opinião de alguns é o jogador, mesmo longe de seu auge físico, é um atleta com recursos técnicos diferenciados e que, em momento de maior decisão, entende o peso de vestir a camisa da Seleção, e pode entregar algo que poucos têm a capacidade de oferecer.

Repórter do Timaço na Gazeta FM Arapiraca, Kayky Ronald afirma que as condições físicas são as principais interrogações, mas que vale a aposta em ter o craque brasileiro dentre os 26 convocados.

“Minha maior dúvida são as condições do Neymar. Vejo que ele cresceu recentemente no Santos, mas não sei até que ponto pode ajudar a Seleção Brasileira. Hoje, Neymar é mais aposta do que realidade, e eu apostaria”, declarou.

O cronista Leonardo Leão reconhece que o atacante não vive o auge físico, mas ainda o coloca como um diferencial raro no futebol mundial.

“Ele não está na melhor forma como esteve no auge da carreira, mas numa Copa do Mundo, ainda mais num cenário em que poucos jogadores chegam 100%, é raro ter alguém com esse nível de poder de decisão. Mesmo ‘capenga’, tanto fisicamente quanto tecnicamente, ele ainda tem mais impacto do que muitos atletas da Seleção. Os números falam por si: ele é o artilheiro da Seleção Brasileira. Eu levaria, pelo menos, como 26º nome”, afirmou.

A repórter e cronista Nathália Máximo fortalece a leitura de que Neymar segue sendo decisivo, mesmo sem estar em plena forma.

“Na minha opinião, sou a favor da ida do Neymar para a Copa. Pensando em todo o ciclo, a Seleção produziu muito abaixo do esperado. Ele não participou por lesão, mas mesmo assim continua sendo um nome de destaque. Mesmo não estando 100%, ele produz mais do que muitos que hoje são convocados. É um jogador que sabe jogar Copa do Mundo e pode ser muito valioso para o Brasil”, disse.

o produtor do Gazeta Esportes, Fernando Paiva, destaca o peso histórico e simbólico do atacante dentro da Seleção.

“Eu levaria o Neymar. O maior artilheiro da história da Seleção não pode ficar fora se estiver em condições mínimas. Em jogo grande, às vezes um detalhe decide tudo, e um jogador com esse lastro precisa estar no grupo. Em uma lista de 26, ele precisa estar entre os nomes”, avaliou.

O editor Cauã Mendes também vê espaço para o camisa 10 dentro do elenco, principalmente pelo fator imprevisibilidade.

“Eu confesso que é um pouco pelo lúdico, pela expectativa do que ele pode entregar. O Neymar é um jogador capaz de surpreender em decisões, algo que nem todos os convocados conseguem fazer. Em uma lista de 26, dá para reservar um espaço para ele”, analisou.

Já o apresentador do Gazeta Esportes, Guilherme Nobre foi mais cauteloso, mas ainda reconhece a força do nome Neymar no debate.

“Eu não levaria o Neymar para a Copa. Mas entendo todo o glamour e o que ele já representou. Hoje, não há condição de colocar um jogador que não esteja entre os 26 melhores do país. Copa do Mundo é momento”, afirmou.

— Foto: Rafael Ribeiro / CBF

O outro lado: críticas ao ciclo e ao desempenho recente

Apesar do forte apoio interno, Neymar também enfrenta resistência dentro da própria OAM.

O cronista Leonardo Freire é direto:

“Não levaria. Nos últimos anos ele não mostrou desempenho que acrescentasse à Seleção. A temporada recente foi muito abaixo.”

O comentarista e integrante do Timaço da Gazeta, Orlando Batista foi mais duro ao avaliar o histórico do jogador:

“É um grande talento, mas que não se cuidou como deveria ao longo da carreira. Hoje não vejo capacidade de servir à Seleção.”

Eduardo Ferreira apontou a falta de protagonismo em jogos grandes recentes:

“Em partidas contra adversários fortes, ele não teve participação decisiva. Outros jogadores fizeram mais no ciclo.”

“Pacote Neymar”

Uma das análises mais completas veio de Matheus Guimarães, do Timaço e da TV Gazeta, que ampliou o debate para além do campo.

Para ele, o contexto recente e as ausências de nomes como Rodrygo e Estêvão podem pesar a favor do camisa 10. Matheus, no entanto, levanta um ponto crucial: o impacto do jogador dentro do grupo. Ainda assim, ele reconhece o diferencial técnico.

“Hoje acredito que ele irá para a Copa. Não sei se teria coragem de convocá-lo, mas acho que estará na lista. A questão é o pacote Neymar. É um cara que dificilmente aceita ser banco, não ter a 10 ou correr pelos outros. Isso pesa em Copa do Mundo. Se estiver organizado para atuar nos 25 metros finais, ainda pode decidir jogos.”

Convocações ideais mostram diversidade de ideias

Além do debate sobre Neymar, os profissionais da OAM também apresentaram suas listas ideais para a Copa de 2026, com variações e apostas.

Entre os nomes mais recorrentes aparecem: Alisson, Ederson e Bento no gol; Marquinhos, Gabriel Magalhães, Bremer e Léo Pereira na defesa; Casemiro, Bruno Guimarães, Andrey Santos e Danilo no meio-campo; Vinícius Jr., Raphinha, Matheus Cunha, Endrick, Luiz Henrique e Gabriel Martinelli no ataque.

Outros nomes surgem como apostas de futuro, como Rayan, Igor Thiago, João Pedro e Gabriel Sara.

Pressão, expectativa e a reta final do ciclo

Às vésperas da convocação oficial, o ambiente é de tensão e expectativa. A lista de Ancelotti não será apenas um anúncio, será o primeiro grande passo do Brasil rumo ao sonho do hexacampeonato.

E, como mostram os debates dentro da OAM, a maior dúvida da Seleção vai muito além de nomes ou números: passa pelo equilíbrio entre experiência, talento e o momento de cada atleta.

No centro de tudo, permanece a pergunta que divide o país e agora também as redações:

Neymar Jr. ainda é indispensável para a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo?

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Fonte: Gazetaweb