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Júri de acusado de matar esposa é cancelado


Mônica Cavalcante foi vítima de feminicídio, pelo próprio marido

O julgamento de Leandro Pinheiro Barros, acusado de assassinar a esposa Mônica Cristina Gomes Cavalcante Alves, em junho de 2023, foi cancelado pela Justiça alagoana. O júri popular estava marcado para 8 de junho deste ano. na 5ª Vara Criminal de Arapiraca. A decisão, assinada pelo juiz Rômulo Vasconcelos, determina a retirada do processo da…

O julgamento de Leandro Pinheiro Barros, acusado de assassinar a esposa Mônica Cristina Gomes Cavalcante Alves, em junho de 2023, foi cancelado pela Justiça alagoana. O júri popular estava marcado para 8 de junho deste ano. na 5ª Vara Criminal de Arapiraca.

A decisão, assinada pelo juiz Rômulo Vasconcelos, determina a retirada do processo da pauta do Tribunal do Júri e o retorno dos autos para o juízo de origem, que é a Vara do Único Ofício da Comarca de São José da Tapera.

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De acordo com os autos, o processo tinha sido transferido para a comarca de Arapiraca apenas para a realização do julgamento, por meio do desaforamento. Contudo, a defesa do réu havia impetrado um recurso de apelação contra da decisão. Assim sendo, a competência para analisar o caso retornou para São José da Tapera.

Na decisão, o magistrado ressaltou que a 5ª Vara Criminal tinha atribuição exclusiva de realizar a sessão do Tribunal do Júri. Com isso, não tinha competêncisa para julgar recursos ou outras questões processuais que surgissem posteriormente.

“Com efeito, a competência deste Juízo foi fixada tão somente para a prática doato específico para o qual os autos foram aqui aportados – a realização do Júri Popular- não lhe assistindo atribuição para conhecer e decidir sobre questões processuais outras, sob pena de usurpação de competência do Juízo natural da causa.  (…) verificando que a interposição do recurso de apelação pela defesa torna inviável, por ora, a realização da sessão do Tribunal do Júri neste Juízo”, justifica o magistrado.

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Com isso, o processo voltou ao Juízo natural da causa, onde o recurso da defesa será analisado antes da definição da data do julgamento.

O caso – Mônica Cristina Gomes Cavalcante Alves, 26 anos, foi assassinada pelo marido com um tiro no peito e morreu antes mesmo de receber socorro médico, em frente ao Fórum da cidade, nas proximidades da casa onde a família morava, em São José da Tapera.

Informações da Polícia Civil dão conta que o casal estava em uma festa de São João e tiveram uma discussão. O homem teria ido embora e deixado Mônica, que voltou para casa andando. Ao chegar à residência, a discussão recomeçou e o acusado atirou contra a vítima.

Minutos antes do crime, Mônica chegou a gravar vídeos relatando que vivia um relacionamento abusivo e com um pedido de ajuda. “Quem achar esse celular, se eu tiver morta foi ele quem me matou. Ele é abusivo e quer atirar em mim”, diz Mônica no vídeo.

 

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