Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente Lula (PT) em Washington – (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Lula e seus marqueteiros perderam a linha recorrendo à desinformação eleitoreira contra a decisão dos EUA de impor ao Brasil novas sanções tarifárias por “práticas abusivas”. Lula tentou atribuir a decisão a Flávio e ao irmão Eduardo, os “traidores”, pregando a morte de ambos, mas mentiu: as sanções decorrem de investigação iniciada há quase um ano no âmbito da seção 301 do USTR (espécie de ministério do comércio dos EUA), cujo resultado saiu ontem. Nada a ver com a família Bolsonaro, tudo a ver com a expectativa de melhorar nas pesquisas, como em 2025.
Corre com os panos
Após a nota oficial na qual o governo ameaça retaliar contra os EUA, o vice-presidente Geraldo Alckmin foi às redes sociais defender o diálogo.
Palavra do vice
“Diálogos entre os presidentes Lula e Trump prosseguirão em busca de melhor relação comercial para ambos os países”, afirmou Alckmin.
Esquece a ameaça
Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad também foi rápido na defesa do diálogo entre Brasil e EUA.
Distensiona
“Antes de qualquer escalada, o Brasil deve esgotar os caminhos do diálogo”, defendeu Trad, que não quer usar a lei para aumentar tensões.
Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Já usando colete, Flávio deve reforçar segurança
Flavio Bolsonaro (PL), que já usa colete à prova de bala quando sai às ruas no Brasil, foi aconselhado a reforçar sua segurança após Lula (PT) indicar que deseja sua morte ao mencionar o enforcamento como opção. Declarações de ódio de líderes políticos, ao longo da História, tem estimulado assassinatos e tentativas de homicídio como a facada que quase tirou a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2018. Tem sido recorrente na América Latina o assassinato de políticos de direita.
Uribe assassinado
Na Colômbia, senador Miguel Uribe, forte candidato a presidente, foi morto a tiros em 2025. Era opositor de Gustavo Petro, amigo de Lula.
Assassinato em Quito
Em 2023, o candidato de direita à presidência do Equador, Fernando Villavicencio, foi assassinado em Quito, logo após um comício.
Facções contra direita
Daniel Noboa, de direita, acabaria eleito presidente do Equador, mas ele teve o carro metralhado por facções terroristas. Escapou ileso.
Tudo só depois
Pré-candidato do PSD a presidente, Ronaldo Caiado admite chapa com Romeu Zema (Novo), mas diz que a definição será perto da convenção, em julho. Para Zema, no momento, “qualquer coisa é muito prematuro”.
Ficha Limpa, 16
É amanhã (4) o aniversário de 16 anos da Lei da Ficha Limpa, resiliente durante igual período em que sofre ataques do Congresso e até do Judiciário. Foram mais de 1,6 milhão de assinaturas de apoio ao texto.
Duplamente punidos
Para o deputado príncipe Luiz Philippe Orleans e Bragança (PL-SP), o tarifaço dos Estados Unidos é duplamente prejudicial aos brasileiros, que, além da taxa, já é penalizado pela gestão do atual governo.
Arraso nos gaúchos
Pode chegar aos US$334 milhões o impacto do tarifaço nas exportações gaúchas, estima a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul. A Farsul diz que a sobretaxa de 25% afetaria 81% das vendas aos EUA.
Alto risco
Há um ano, o governo dos EUA atualizou a recomendação de viagens para americanos no Brasil. Além de exercer “precaução elevada”, o risco de sequestro foi incluído no aviso oficial e até hoje permanece.
Herança
A canetada do ministro Dias Toffoli (STF), que anulou provas contra a Odebrecht, corrupta confessa, foi citada pelo governo dos Estados Unidos para mostrar a fragilidade do Brasil no combate à corrupção.
Governo apressado
Apesar de o governo dizer, em nota oficial, que pode usar a Lei de Reciprocidade contra a decisão dos EUA de aplicar novas tarifas contra o Brasil, tanto o vice Geraldo Alckmin (PSB), quanto outros governistas no Congresso se apressaram para dizer que, antes, vai haver “diálogo”.
Estranho processo
Aposentados do INSS têm só até 20 de junho para contestar descontos associativos fraudulentos em seus benefícios. O governo Lula obriga a contestação para que quem foi roubado receba seu dinheiro de volta.
Pensando bem…
…na Praça dos Três Poderes só sobrou uma prioridade: a eleição.



