CAMPANHAS PELO PAÍS
Presidenciáveis passaram por Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo na primeira rodada de atos do segundo turno
O primeiro fim de semana de campanha do segundo turno foi marcado por agendas distintas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Enquanto o presidente apostou em grandes atos públicos em Natal e na Avenida Paulista, o candidato do PL combinou carreata, evento religioso e reuniões com prefeitos e vereadores.
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No sábado (10), Flávio percorreu as ruas de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, em uma carreata ao lado de Douglas Ruas (PL), governador eleito do estado. Durante o ato, o presidenciável exaltou o ex-presidente Jair Bolsonaro e voltou a dizer que pretende receber dele a faixa presidencial, caso seja eleito.
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Ainda no Rio, Flávio participou de um encontro com apoiadoras e esteve no culto de celebração do centenário da Assembleia de Deus Ministério Madureira, realizado no Maracanãzinho. O candidato foi recebido por parte do público com gritos de “É 22” e destacou sua ligação com o segmento evangélico.
Lula, por sua vez, esteve em Natal, onde participou da campanha de Cadu de Lula (PT) ao Governo do Rio Grande do Norte. Durante o ato, o presidente defendeu as medidas anunciadas pelo governo para conter o aumento dos combustíveis e afirmou que uma eventual gestão de Flávio poderia colocar políticas públicas em risco.
O petista também pediu que seus apoiadores conversem com eleitores mais velhos e reforcem a mobilização para o segundo turno. O ato reuniu governadores eleitos de estados nordestinos, entre eles representantes da Paraíba, do Piauí, da Bahia e do Ceará.
No domingo (11), os dois candidatos concentraram as agendas em São Paulo. Lula participou de uma manifestação na Avenida Paulista ao lado de Guilherme Boulos e de lideranças da esquerda. O ato reuniu milhares de pessoas e integrou uma mobilização realizada simultaneamente em dezenas de cidades brasileiras.
Flávio reuniu-se com prefeitos e vereadores da Região Metropolitana de São Paulo. O encontro contou com as presenças do governador Tarcísio de Freitas e do prefeito da capital, Ricardo Nunes. O candidato pediu que os aliados não adotem o clima de “já ganhou” e reforçou a necessidade de ampliar a mobilização até a votação.
As agendas revelaram as estratégias deste início de segundo turno. Lula buscou demonstrar força nas ruas e mobilizar jovens, trabalhadores e movimentos sociais. Flávio investiu na aproximação com o eleitorado evangélico e na articulação com prefeitos, vereadores e lideranças estaduais. A votação está marcada para 25 de outubro.



