A mãe do bebê encontrado morto carbonizado no Distrito Federal foi presa em flagrante nesta quinta-feira (25/9) suspeita do crime de infanticídio. O corpo do bebê foi localizado por um trabalhador junto a um monte de lixo Recanto das Emas (DF) na manhã desta sexta-feira (25/9).
Segundo o delegado responsável pelo caso, Zander Vieira Pacheco ainda não se sabe se o bebê estava vivo ou morto quando teve o corpo queimado, mas a mãe teve a ” a intenção dela era se livrar da criança” e, por isso foi autuada pelo crime.
A mulher foi encontrada em casa, a poucos metros do local onde o corpo estava, e disse que havia sofrido um aborto espontâneo. Versão que foi descartada pela PCDF após identificação de imagens que mostram a mãe descartando o corpo no lixo.
“O bebê estava com a placenta colada ao corpo, o que indicava que era um recém-nascido. Nós fizemos a varredura dos endereços no local, e identificamos a genitora da criança e o esposo dela. A princpípio ela disse que sofreu um aborto espotâneo e que o filho teria caído no vaso. Essa versão não se sustentou. Conseguimos imagens de câmeras de segurança de ela indo descartar a criança no lixo e ele ajudando. Indicando onde o corpo deveria ser descartado. Depois, uma terceira pessoa ateou fogo no local. Não sabemos se ele tinha intenção de atear fogo na criança ou não”, explicou o delegado.
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do Metrópoles DF
O laudo do Instituto Médico Legal (IML)
“Existe a possibilidade dela ter nascido com vida, ter sido descartada com vida. E temos que verificar se ela estava ou não com vida em função da carbonização. Está sendo feita uma perícia complementar na casa da mãe para saber como foi esse nascimento. Se há remédio abortivo no local ou não”.
Identificação da mãe
A mãe da criança, do sexo masculino, foi identificada horas após o corpo do bebê ser encontrado e afirmou à polícia que havia sofrido um aborto espontâneo em casa. Depois, descartou o corpo da criança em um saco. Segundo a mulher, que tem 35 anos, ela não ateou fogo no bebê e não sabe quem é o autor.
Corpo de bebê encontrado carbonizado
O comerciante Adriano Pereira Leite Neto, de 45 anos, é dono de uma borracharia que fica em frente ao local onde o recém-nascido foi encontrado. Segundo o borracheiro, o catador de recicláveis que encontrou o bebê avisou a uma cliente dele; essa mulher, então, pediu ajuda ao rapaz e, juntos, acionaram a Polícia Militar (PMDF).
“Fomos lá olhar. Ela começou a passar mal pela situação e veio para dentro da borracharia. Depois, me contou que quem achou [o corpo do bebê], na verdade, foi um catador de latinha”, completa o borracheiro.
Adriano se mostrou consternado com a situação. “Eu estou sem conseguir trabalhar até agora, não estou dando conta. Estou arrepiado até agora. É feia a cena”, afirmou.



